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Inovação e Tecnologia CQC

Todos querem ir ao céu, mas ninguém quer morrer: O paradoxo da inovação

Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia. Na fisiologia humana, ambidestria é a capacidade de usar as duas mãos com a mesma destreza. Na gestão, o conceito é utilizado para descrever o desafio de equilibrar a eficiência no presente com a preparação para o futuro. Ambidestria organizacional é a capacidade de competir simultaneamente em mercados de tecnologias maduras e em mercados orientados por tecnologias emergentes. Organizações ambidestras operam no curto e no longo pr

Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia. Na fisiologia humana, ambidestria é a capacidade de usar as duas mãos com a mesma destreza. Na gestão, o conceito é utilizado para descrever o desafio de equilibrar a eficiência no presente com a preparação para o futuro. Ambidestria organizacional é a capacidade de competir simultaneamente em mercados de tecnologias maduras e em mercados orientados por tecnologias emergentes. Organizações ambidestras operam no curto e no longo prazo, combinando inovação incremental e disruptiva. Trata-se de uma capacidade dinâmica, da habilidade de se adaptar a mudanças profundas do mercado sem perder eficiência nas operações que sustentam o negócio atual. Mas uma pergunta permanece: se a ambidestria é um requisito fundamental para o longo prazo, por que é tão rara? Parte da resposta está no viés estrutural de curto prazo. Organizações tendem a privilegiar resultados imediatos, otimizando o modelo de negócio existente. A Kodak é um caso emblemático. Mesmo tendo desenvolvido uma das primeiras câmeras digitais, permaneceu presa ao sucesso do modelo baseado em filmes fotográficos. Mas o problema não é apenas tecnológico. O sucesso cria estruturas altamente eficientes para explorar o modelo dominante, moldando a cultura da empresa. Processos, incentivos, valores e crenças compartilhadas reforçam o que já funciona. Aos poucos, a organização tende a investir cada vez mais no que conhece, mesmo quando o mercado muda profundamente. Essa armadilha pode ser compreendida como o paradoxo da inovação: a dificuldade de romper a forte congruência entre estratégia, estrutura, cultura e pessoas para reconstruir algo novo, capaz de responder à próxima onda tecnológica ou competitiva. Romper esse paradoxo exige que as organizações aprendam a conviver com tensões internas. Empresas ambidestras, como Johnson & Johnson e ABB, estruturam unidades autônomas voltadas à exploração de novas oportunidades, enquanto outras áreas permanecem focad

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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