Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia. Nos últimos anos, conversar com máquinas deixou de ser coisa de ficção científica para virar parte da rotina. Chatbots e assistentes virtuais já ajudam a responder e-mails, marcar reuniões e até a desabafar. Mas, por trás dessa praticidade, especialistas têm identificado um alerta preocupante: a chamada “psicose induzida por IA”. O termo se refere a casos em que o uso exagerado dessas ferramentas provoca uma desconexão parcial da realidade — situação que já levou, em alguns países, a hospitalizações e ao desgaste de relações pessoais e profissionais. Para quem já lida com transtornos mentais, ou atravessa uma fase emocionalmente frágil, o uso intenso dessas ferramentas pode ser ainda mais perigoso. Um relatório de 2023 da Organização Mundial da Saúde sobre uso problemático de tecnologias digitais apontou que padrões compulsivos de interação on-line estão diretamente ligados ao agravamento de sintomas de ansiedade, depressão e isolamento social. Funciona quase como um jogo de recompensas invisíveis: pequenas sensações de prazer que, de forma sutil, estimulam a continuidade. E quando a pessoa percebe, já está mais distante das interações e compromissos da vida fora da tela. Imagine alguém que passa mais tempo conversando com um chatbot do que com amigos ou familiares — esse cenário, que antes parecia ficção, hoje já foi registrado em casos clínicos relatados por psiquiatras nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. Em alguns relatos, pacientes chegaram a interromper empregos ou estudos para dedicar horas diárias a interações virtuais. A ausência de limites claros, somada à baixa rede de suporte social, amplia essa vulnerabilidade. E aqui cabe a pergunta: se as máquinas já podem nos ouvir e responder, como garantir que não substituam, pouco a pouco, a presença humana? A prevenção exige um esforço conjunto. Especialistas recomendam estabelecer períodos limitados de uso e alternar interações digitais com ativ
Psicose induzida por IA: riscos à saúde mental na sociedade
Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia. Nos últimos anos, conversar com máquinas deixou de ser coisa de ficção científica para virar parte da rotina. Chatbots e assistentes virtuais já ajudam a responder e-mails, marcar reuniões e até a desabafar. Mas, por trás dessa praticidade, especialistas têm identificado um alerta preocupante: a chamada “psicose induzida por IA”. O termo se refere a casos em que o uso exagerado dessas ferramentas provoca uma desconexão parcial da
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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