“Se eu fosse o rei do mundo, o que eu faria?” Essa pergunta já passou pela mente de todos. O desejo de moldar a realidade ao seu bel prazer é algo natural do ser humano. O desejo de ser o próximo Napoleão criou Ralkolnikov, por exemplo. Como também criou Hitler e Stalin. A verdade é que, desde o homem simples e miserável àqueles que ocupam a elite governamental de uma nação, todos sonham em ter Poder, seja para o bem ou para o mal. Alguns respondem à pergunta acima com respostas humildes: “eu acabaria com a fome no mundo, com todas as guerras, com as armas”, um protótipo do sonho de John Lennon. Outros são nacionalistas: “erguerei minha pátria, lutarei por ela”. Por fim, há os psicopatas que desejam (mas não ousam dizer) que simplesmente querem o poder pelo prazer do poder. Mas o que poucos percebem é que o desejo pelo Poder é, na melhor das hipóteses, um egoísmo disfarçado de benevolência. Em seu clássico “O Poder”, Bertrand de Juvenel ensina que “por mais altruísta que possa ser a destinação de um poder, como o paterno ou o eclesiástico, a natureza humana transmite-lhe o egoísmo, e ele tende a tomar-se a si mesmo como finalidade”¹. E tanto é assim porque o homem vê no Poder a oportunidade de escapar às fatalidades humanas. A felicidade, como diria Aristóteles na “Ética a Nicômaco”, é o fim último de toda ação humana. O homem age porque busca sair de um estado de menor para maior satisfação. E toda ação é direcionada à obtenção de um bem, que é percebido como capaz de satisfazer esse desejo. Uma vez que os bens materiais são escassos e o homem depende deles para a sua subsistência, compreende-se que o desejo pelo poder, na verdade, é um desejo íntimo de felicidade. Deter o Poder, neste sentido, é ter um direito de preferência sobre os bens satisfativos dos desejos humanos. O Poder, portanto, como diria Juvenel, “não é apenas o lugar das esperanças egoístas, mas também das esperanças altruístas, ou, melhor dizendo, socialistas.” Ele se transforma, portanto, como o l
O Poder e seus efeitos: sua necessária limitação para a maximização da felicidade individual
“Se eu fosse o rei do mundo, o que eu faria?” Essa pergunta já passou pela mente de todos. O desejo de moldar a realidade ao seu bel prazer é algo natural do ser humano. O desejo de ser o próximo Napoleão criou Ralkolnikov, por exemplo. Como também criou Hitler e Stalin. A verdade é que, desde o homem simples e miserável àqueles que ocupam a elite governamental de uma nação, todos sonham em ter Poder, seja para o bem…
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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