Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia. A escassez de mão de obra no Espírito Santo é um dos principais desafios para os próximos anos. No Plano ES 500 Anos, o problema é descrito como um “apagão de mão de obra”, evidenciando a dificuldade em encontrar profissionais qualificados. O plano alerta que esse cenário tende a se agravar com a complexificação da economia capixaba e o avanço tecnológico esperado. A força de trabalho atual não está preparada nem para o presente, muito menos para os desafios do futuro. Os dados confirmam esse diagnóstico. O estado atingiu recentemente a menor taxa de desocupação desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Em paralelo, uma pesquisa nacional revela que 66% dos jovens brasileiros não possuem as habilidades mínimas para ter sucesso no mercado. Isso justifica a percepção das empresas quanto à dificuldade de contratar: há uma alta inadequação da mão de obra disponível. Por outro lado, o Brasil surpreende positivamente no cenário global de inovação. O país é o quarto do mundo em uso do ChatGPT, com uso per capita semelhante ao dos Estados Unidos. Esse comportamento de “early adopter” do brasileiro, especialmente em tecnologias digitais, tem sido tratado como um diferencial no mercado global. O país vive uma janela rara: pela primeira vez, países em desenvolvimento estão entre os primeiros a adotar uma tecnologia de ruptura. Ao contrário de ondas anteriores, como a dos computadores pessoais, da internet ou dos smartphones, agora a América Latina lidera a aplicação da tecnologia mais transformadora desde a eletricidade: a inteligência artificial(IA). Mas esse entusiasmo precisa vir acompanhado de pragmatismo. De nada adianta liderar em uso se apenas 13% das empresas operam com processos estruturados de IA. Segundo a pesquisa TIC Empresas, a maioria ainda utiliza a inteligência artificial de forma pontual, em processos administrativos como assistentes pessoais, e desconectada dos reais gargalos de negóc
O Espírito Santo na era da IA: como transformar escassez em potência
Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia. A escassez de mão de obra no Espírito Santo é um dos principais desafios para os próximos anos. No Plano ES 500 Anos, o problema é descrito como um “apagão de mão de obra”, evidenciando a dificuldade em encontrar profissionais qualificados. O plano alerta que esse cenário tende a se agravar com a complexificação da economia capixaba e o avanço tecnológico esperado. A força de trabalho atual não está preparada…
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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