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Economia e Finanças Institucional

Nota executiva - O custo dos juros altos e o caminho para uma economia com juros menores

O Brasil começou a reduzir a taxa básica de juros, mas ainda está longe de sair de um ambiente monetário extremamente restritivo. Em agosto, o Banco Central reduziu a Selic para 14% ao ano, após ela ter permanecido em 15% entre junho de 2025 e janeiro de 2026. Mesmo com o início do ciclo de queda, a política monetária continua contracionista e o próprio Banco Central destaca que as expectativas de inflação permanecem acima da meta e que a condução…

O Brasil começou a reduzir a taxa básica de juros, mas ainda está longe de sair de um ambiente monetário extremamente restritivo. Em agosto, o Banco Central reduziu a Selic para 14% ao ano, após ela ter permanecido em 15% entre junho de 2025 e janeiro de 2026. Mesmo com o início do ciclo de queda, a política monetária continua contracionista e o próprio Banco Central destaca que as expectativas de inflação permanecem acima da meta e que a condução da política fiscal segue sendo um elemento relevante para a trajetória dos juros. O problema não está apenas no nível da taxa de juros, mas no tempo durante o qual a economia brasileira permanece submetida a juros elevados. Quanto maior a duração desse período, maior o custo acumulado para o setor público, empresas e famílias. É um processo que reduz investimentos, encarece o crédito, comprime o consumo de bens duráveis, dificulta novos projetos empresariais e reduz a velocidade de crescimento da economia. Os números das contas públicas mostram a dimensão desse custo. Nos doze meses encerrados em junho de 2026, os juros nominais pagos pelo setor público alcançaram R$ 1,16 trilhão, equivalentes a 8,8% do PIB. No mesmo período, o déficit nominal chegou a praticamente 10% do PIB. A dívida bruta do governo geral alcançou 81,9% do PIB, aproximadamente R$ 10,8 trilhões. Cria-se, assim, uma dinâmica particularmente prejudicial. Juros elevados aumentam o custo da dívida. Uma dívida crescente aumenta a percepção de risco fiscal. Maior risco exige taxas de juros mais altas para o financiamento do governo e pode afetar câmbio e expectativas de inflação. E expectativas de inflação mais elevadas dificultam uma redução mais rápida da Selic. O Banco Central já chamou atenção para esse mecanismo ao destacar que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para reduzir os prêmios de risco e ancorar as expectativas de inflação. O ajuste fiscal pode acelerar a redução dos juros Nesse contexto, um ajust

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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