A comunicação continua sendo um gargalo nas organizações e não é por falta de canais, mas por excesso deles. Um levantamento da Ação Integrada em parceria com a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) revelou que 88% dos CEOs brasileiros valorizam a comunicação interna como ferramenta estratégica para o funcionamento e o sucesso das organizações.O dado, porém, convive com uma contradição: quanto mais as lideranças reconhecem a importância do tema, mais as organizações produzem informações e menos conseguem se comunicar com clareza. O diagnóstico global é igualmente preocupante. Uma pesquisa da Grammarly em parceria com The Harris Poll com mais de 1.000 trabalhadores e líderes americanos revelou que a má comunicação custa às empresas dos Estados Unidos estimados US$ 1,2 trilhão por ano em perda de produtividade.O mesmo estudo aponta que trabalhadores perdem, em média, quase uma hora por dia lidando com comunicações confusas, redundantes ou desnecessárias, tempo que poderia ser dedicado à entrega de valor real. O paradoxo se aprofunda quando se observa o ambiente interno das empresas. Um levantamento da Axios HQ com mais de 1.200 líderes e colaboradores mostrou que, embora a maioria dos gestores acredite que suas comunicações internas são eficazes, apenas uma minoria dos funcionários concorda com essa avaliação.A distância entre a percepção de quem envia e a experiência de quem recebe é um dos principais vetores de ruído nas organizações. Com mensagens longas, caixas de e-mails lotadas e relatórios inflados de informações, os canais deixam de ser instrumentos de alinhamento e se tornam obstáculos. É nesse contexto que o livro Brevidade Inteligente (Smart Brevity), publicado em 2022 pelos cofundadores da Axios, busca dar respostas através de modelos práticos a fim de contribuir para que as pessoas e organizações possam chegar a um objetivo comum: simplificar. O método estrutura qualquer comunicação em quatro movimentos: uma abertura que prenda a atenç
A comunicação clara como vantagem competitiva em um mundo de excesso
A comunicação continua sendo um gargalo nas organizações e não é por falta de canais, mas por excesso deles. Um levantamento da Ação Integrada em parceria com a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) revelou que 88% dos CEOs brasileiros valorizam a comunicação interna como ferramenta estratégica para o funcionamento e o sucesso das organizações.O dado, porém, convive com uma contradição: quanto mais as lideranças reconhecem a importância do tema, mais as organizações produzem
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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