“Prosperidade não é sorte”, afirma economista em evento do Ibef-ES

Forum Academy (8)

“Prosperidade não é sorte”. A frase, destacada pelo economista Bruno Musa na palestra de encerramento, sintetizou o tom do 1º Fórum IBEF Academy da história, que reuniu mais de 250 lideranças para discutir os desafios econômicos, o perfil de empresas resilientes e métodos para caminhos mais prósperos mesmo com as incertezas e fragilidades do cenário atual.

O evento, realizado em um momento simbólico para o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo, que celebra 40 anos de atuação, foi aberto pelo presidente Alecsandro Casassi. “Celebramos quatro décadas conectando lideranças e contribuindo para o futuro do nosso Estado. Esse fórum representa muito do que acreditamos: troca, experiência e entregas concretas para o ambiente de negócios capixaba”, afirmou, ao destacar também o reconhecimento aos palestrantes que aceitaram compartilhar suas trajetórias.

Na mesma linha, o presidente do Ibef Academy, Elimar Lorenzon, reforçou o protagonismo humano no processo de transformação. “A maior entrega do Academy são as pessoas. Pessoas que pensam, que enxergam além do óbvio, que sabem separar discurso da realidade e que fazem parte das empresas que fazem o Estado crescer”, destacou.

Ao longo dos painéis, executivos trouxeram visões práticas sobre gestão em cenários complexos. No debate sobre as âncoras da economia capixaba, Kaumer Chieppe, presidente do Grupo Águia Branca, ressaltou a importância da agilidade diante das crises. “Na pandemia, tivemos que nos adaptar muito rápido. A nossa capacidade de reação foi gigante e isso fez diferença. Tanto que 2025 foi o melhor ano da logística no país”, afirmou.

Já Paulo Wanick, CFO da ArcelorMittal, chamou atenção para a resiliência construída ao longo da história econômica brasileira. “Para quem já viveu uma inflação de 2 mil por cento ao ano, o cenário atual é fichinha. Temos desafios, como juros altos, mas vamos sobreviver. O essencial é entender profundamente o nosso negócio”, pontuou.

A internacionalização das empresas capixabas também esteve em pauta. Johnathan Alves, CEO da Ybera Group, destacou que o crescimento fora do país foi impulsionado pela demanda internacional. “A internacionalização aconteceu porque as empresas lá fora nos procuraram. As feiras foram fundamentais para dar visibilidade ao nosso trabalho”, disse.

Clecia Cavalcanti, CEO do Grupo Lamoia, reforçou os desafios e as oportunidades desse movimento. “Atuar fora do país exige muita coragem. Temos custos altos no Brasil, mas também temos produtos fortes. Agora é abrir mercado e tornar o açaí ainda mais conhecido”, afirmou.

No painel voltado ao agronegócio, Flávia Rapozo, CFO do Extrafruti, destacou a importância da eficiência operacional. “Garantir a cadeia do campo à mesa é fundamental. A proximidade com o produtor e a logística bem estruturada fazem toda a diferença para manter qualidade e resultado”, explicou.

Michel Tesch, subsecretário de Estado de Desenvolvimento Rural, trouxe uma leitura mais ampla e estratégica sobre o agro capixaba, conectando trajetória pessoal e potencial econômico. “Eu cresci no meio rural e desde muito jovem sabia que seguiria pela agronomia. Hoje vejo o agro como um setor estratégico e extremamente gratificante de se trabalhar”, afirmou.

Ele destacou que o Estado reúne condições únicas para o desenvolvimento do setor, com diversidade produtiva que inclui café, banana, mamão, tomate, repolho, pimenta-do-reino e a forte produção de ovos em Santa Maria de Jetibá. “São poucas as cadeias desafiadoras para o Estado. Talvez o leite seja uma exceção. Mas, no geral, temos um ambiente muito propício para o agronegócio”, disse.

Michel também ressaltou a relevância da presença internacional. “Hoje exportamos para 133 países. Isso mostra a força e a competitividade do agro capixaba no cenário global”, completou.

Encerrando o encontro, o governador Ricardo Ferraço destacou a importância da conexão entre iniciativa privada, conhecimento e gestão pública. “O Espírito Santo só avança porque temos um ambiente de diálogo, responsabilidade e parceria. Eventos como este ajudam a construir caminhos mais consistentes para o desenvolvimento do Estado”, afirmou.

O evento também contou com o patrocínio de instituições que têm papel relevante no desenvolvimento do Estado, como ArcelorMittal, Apex, Sicoob, PortoCel e TMQ Transportes, reforçando a conexão entre iniciativa privada, instituições e o fortalecimento do ambiente de negócios capixaba.

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IBEF-ES

Somos a maior entidade que reúne empresários e executivos de finanças do estado.

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