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Empreendedorismo e Gestão CQC

Regular não basta quando a infraestrutura falha

Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. ESG passou a integrar o núcleo das decisões estratégicas das empresas. Metas de redução de emissões, eficiência energética e transição para modelos produtivos mais sustentáveis tornaram‑se imperativos competitivos. No entanto, um ponto frequentemente negligenciado nesse debate é o papel do Estado. Para que as transições ocorram sem perda de competitividade, não basta o Estado regular; é necessário também prover infraestrutura básica adequada. Regul

Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. ESG passou a integrar o núcleo das decisões estratégicas das empresas. Metas de redução de emissões, eficiência energética e transição para modelos produtivos mais sustentáveis tornaram‑se imperativos competitivos. No entanto, um ponto frequentemente negligenciado nesse debate é o papel do Estado. Para que as transições ocorram sem perda de competitividade, não basta o Estado regular; é necessário também prover infraestrutura básica adequada. Regular é necessário, mas insuficiente. Exigir redução de emissões ou mudanças tecnológicas sem garantir condições econômicas viáveis transfere todo o custo da transição para as empresas. Nesse cenário, o ESG deixa de ser estratégia e passa a operar como penalidade competitiva. O setor siderúrgico ilustra bem esse desafio. Uma das principais alternativas para reduzir emissões de CO₂ é a substituição de combustíveis fósseis por energia elétrica. Em usinas que operam com fornos elétricos, o custo de energia pode representar cerca de 40% do custo total de produção. Assim, preço e disponibilidade de energia tornam‑se fatores críticos para a viabilidade econômica da transição. Em mercados como EUA e Europa, a energia elétrica é tratada como commodity privada. Quando o Estado impõe metas ambientais mais rigorosas, a demanda por energia aumenta. A resposta do mercado tende a ser o aumento de preços, pressionando custos industriais. O resultado é um paradoxo entre a regulação ambiental e a capacidade das empresas de se adequarem sem deteriorar margens de lucro. Na China, a lógica é distinta. A energia elétrica é tratada como infraestrutura estratégica, com produção controlada pelo Estado. Isso permite ofertar energia a preços de custo para setores industriais estratégicos. A vantagem chinesa não reside apenas na escala industrial, mas na arquitetura institucional que sustenta essa transição. Esse contraste evidencia que nem toda infraestrutura crítica pode ser tratada exclusivamente como

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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