No tênis, a derrota não chega de uma vez. Ela aparece em pequenas perdas: uma bola na rede, uma devolução curta, uma decisão apressada. O mesmo vale para empresas. Raramente uma organização perde competitividade por um único erro. Perde quando transforma o erro em medo, orgulho ou repetição. Roger Federer resumiu essa lógica em seu discurso de formatura em Dartmouth, em 2024. Ao olhar para a própria carreira, lembrou que venceu quase 80% das partidas de simples que disputou, mas ganhou apenas 54% dos pontos. A estatística desmonta uma fantasia comum sobre excelência. Até um dos maiores atletas da história perdeu quase metade dos pontos que jogou. A diferença não estava em não falhar. Estava em não permitir que a falha anterior decidisse a próxima jogada. Essa talvez seja uma das lições mais úteis do tênis para a liderança. Projetos falham. Estratégias envelhecem. Clientes são perdidos. Metas deixam de ser alcançadas. Pessoas competentes também decidem mal. O que separa uma organização madura de uma organização frágil não é a ausência de erro, mas a qualidade da resposta. Há empresas que tratam cada falha como prova de incompetência. O resultado é previsível: equipes escondem problemas, evitam riscos e protegem reputações. A aparência externa pode até ser de controle, mas por dentro a inteligência coletiva diminui. Onde ninguém pode admitir o erro, ninguém consegue corrigi-lo a tempo. O tênis ensina o oposto. Depois de um ponto perdido, não há comitê de culpa, discurso defensivo ou tentativa de apagar o placar. Há poucos segundos para respirar, ler o adversário, ajustar a posição e jogar de novo. A disciplina não está em negar a frustração, mas em impedir que ela governe a próxima decisão. Federer também observou que a aparência de facilidade é um mito. O que parece natural costuma ser resultado de repetição, preparo e trabalho invisível. Nas empresas, acontece o mesmo. Resultados consistentes raramente nascem do improviso. Nascem de cultura, processo, método e autoc
O próximo ponto
No tênis, a derrota não chega de uma vez. Ela aparece em pequenas perdas: uma bola na rede, uma devolução curta, uma decisão apressada. O mesmo vale para empresas. Raramente uma organização perde competitividade por um único erro. Perde quando transforma o erro em medo, orgulho ou repetição. Roger Federer resumiu essa lógica em seu discurso de formatura em Dartmouth, em 2024. Ao olhar para a própria carreira, lembrou que venceu quase 80% das partidas de simples que disputou, mas…
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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