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Empreendedorismo e Gestão Institucional

Nota executiva - Por que as propostas de governo para o setor elétrico precisam olhar além da expansão da geração

O setor elétrico brasileiro passa por uma transformação estrutural que deveria ocupar espaço relevante nas propostas dos próximos governos. O desafio deixou de ser simplesmente expandir a capacidade de geração. O Brasil possui uma matriz elétrica diversificada, predominantemente renovável e com forte crescimento da energia solar. O problema que emerge é outro: como administrar uma quantidade crescente de energia intermitente, descentralizada e produzida em horários que nem sempre coincidem com a

O setor elétrico brasileiro passa por uma transformação estrutural que deveria ocupar espaço relevante nas propostas dos próximos governos. O desafio deixou de ser simplesmente expandir a capacidade de geração. O Brasil possui uma matriz elétrica diversificada, predominantemente renovável e com forte crescimento da energia solar. O problema que emerge é outro: como administrar uma quantidade crescente de energia intermitente, descentralizada e produzida em horários que nem sempre coincidem com aqueles em que o sistema mais precisa dela. Essa mudança transforma energia elétrica em uma agenda de competitividade. Segurança do suprimento, custo da energia e qualidade da infraestrutura elétrica influenciam diretamente decisões de investimento, produtividade industrial e capacidade de atração de novos empreendimentos. Um sistema com muita energia, mas que precisa de flexibilidade A expansão da energia solar ocorreu em velocidade extraordinária. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, somente a micro e minigeração distribuída solar encerrou 2025 com aproximadamente 44,7 GW de capacidade instalada. O crescimento é positivo do ponto de vista da diversificação e descarbonização da matriz, mas criou um novo problema operacional. Durante períodos de elevada incidência solar, especialmente entre o final da manhã e o início da tarde, a geração pode crescer justamente quando o consumo líquido observado pelo sistema está relativamente baixo. O ONS alerta que a expansão da geração distribuída vem reduzindo a carga líquida durante o dia, ampliando a necessidade de aumento rápido da geração convencional no final da tarde e provocando, em determinados locais, inversão do fluxo de potência. A MMGD já supera 43 GW nos estudos mais recentes do operador e altera de forma estrutural a operação do Sistema Interligado Nacional. O problema aparece de forma mais evidente no chamado curtailment, quando parte da geração disponível precisa ser reduzida ou cortada por limitações elétricas ou porq

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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