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Empreendedorismo e Gestão Institucional

Nota Executiva - Acordo Mercosul e UE

Contextualização A assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia ocorre em um contexto internacional caracterizado por crescente fragmentação geoeconômica, reorganização das cadeias globais de valor e uso cada vez mais explícito de instrumentos comerciais e regulatórios como extensões da política industrial e da estratégia geopolítica. O avanço de barreiras não tarifárias, exigências ambientais, padrões técnicos e critérios de rastreabilidade tem redefinido o acesso efetivo aos mercad

Contextualização A assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia ocorre em um contexto internacional caracterizado por crescente fragmentação geoeconômica, reorganização das cadeias globais de valor e uso cada vez mais explícito de instrumentos comerciais e regulatórios como extensões da política industrial e da estratégia geopolítica. O avanço de barreiras não tarifárias, exigências ambientais, padrões técnicos e critérios de rastreabilidade tem redefinido o acesso efetivo aos mercados, deslocando o foco do comércio internacional da simples redução tarifária para a convergência regulatória e institucional. Nesse ambiente, o acordo assume uma dupla natureza. Por um lado, mantém a lógica clássica da integração comercial, ao promover a redução de tarifas e ampliar a previsibilidade das trocas bilaterais. Por outro, desempenha papel estratégico ao aproximar o Mercosul de um dos mercados mais regulados e sofisticados do mundo, no qual competitividade está cada vez mais associada à conformidade normativa, à sustentabilidade produtiva e à capacidade de inserção em cadeias de valor complexas. A decisão europeia de avançar com o acordo, após mais de duas décadas de negociações, também deve ser interpretada sob uma ótica geopolítica mais ampla, refletindo o interesse da União Europeia em diversificar parcerias, reduzir dependências estratégicas e reforçar sua presença econômica na América do Sul em um cenário global marcado pela disputa por mercados, tecnologia e insumos críticos. O que vem a seguir Apesar da assinatura política, o acordo ainda precisa cumprir um conjunto relevante de etapas institucionais antes de produzir efeitos econômicos concretos. O processo inclui a revisão jurídica do texto, sua tradução oficial e o posterior encaminhamento para ratificação. No âmbito europeu, a aprovação pelo Parlamento Europeu é condição necessária, mas pode não ser suficiente. Caso o acordo seja enquadrado como misto, será exigida também a ratificação pelos parlamentos

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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