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Empreendedorismo e Gestão CQC

Mudar de opinião é sinal de maturidade

Artigo publicado como integrante do CQC de Empreendedorismo e Gestão. Há uma cena que se repete em salas de reunião em todo o Brasil. O líder apresenta uma decisão. Todos concordam. Ninguém discorda. E a empresa segue na direção errada, em silêncio, porque ninguém se sentiu seguro o suficiente para dizer o que pensava. Não se trata de uma questão de inteligência, mas de cultura. O atual mundo corporativo acelerado anula o valor das decisões tomadas ontem. Essa dinâmica exige…

Artigo publicado como integrante do CQC de Empreendedorismo e Gestão. Há uma cena que se repete em salas de reunião em todo o Brasil. O líder apresenta uma decisão. Todos concordam. Ninguém discorda. E a empresa segue na direção errada, em silêncio, porque ninguém se sentiu seguro o suficiente para dizer o que pensava. Não se trata de uma questão de inteligência, mas de cultura. O atual mundo corporativo acelerado anula o valor das decisões tomadas ontem. Essa dinâmica exige do executivo uma habilidade específica: a de renunciar, com facilidade e sem pesar, à crenças que até pouco tempo eram dogmas. Adam Grant, de Wharton, em Pense de novo, nomeia isso com precisão: “humildade confiante”. Confiança sem humildade gera arrogância cega. Humildade sem confiança gera paralisia. O ponto de equilíbrio é o que separa líderes que evoluem dos que apenas resistem. Mas há uma polaridade real aqui, e vale compreender a fundo sobre ela. Mudar de opinião pode ser virtude ou fraqueza, dependendo do que a move. Quando nasce de uma leitura mais profunda da realidade, de novas evidências, de escuta genuína, é sinal de maturidade. Quando nasce de pressão, popularidade ou insegurança, é instabilidade disfarçada de flexibilidade. Lincoln não aboliu a escravidão por conveniência política. Fez isso quando a guerra tornou o argumento moral irrecusável. Nadella não transformou a Microsoft por moda. Fez isso porque entendeu que uma cultura de "sabe-tudo" mata empresas mais rápido que a concorrência. A diferença está na origem da mudança, não na mudança em si. E aqui entra o fator que mais se subestima nas organizações: a segurança psicológica. Pesquisas de Amy Edmondson mostram que equipes com ambiente seguro para errar têm desempenho superior e geram mais inovação. Não porque erram mais. Mas porque admitem o erro mais cedo, corrigem a rota antes que o dano seja irreversível e aprendem em vez de se defender. Quando um líder pune quem muda de posição, está ensinando a equipe a esconder o que p

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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