BIBLIOTECA

Empreendedorismo e Gestão Artigo

Cooperar também é competir

Cooperação é agir conjuntamente em busca de um benefício comum. Competição é disputar recursos, mercados e a preferência dos consumidores. À primeira vista, parecem forças opostas. Mas uma cooperativa de crédito reúne justamente as duas: seus associados cooperam entre si para construir uma instituição que precisa competir no mercado. Essa aparente contradição revela algo importante sobre uma economia livre. Liberdade econômica não significa agir sozinho, mas poder escolher como produzir, investi

Cooperação é agir conjuntamente em busca de um benefício comum. Competição é disputar recursos, mercados e a preferência dos consumidores. À primeira vista, parecem forças opostas. Mas uma cooperativa de crédito reúne justamente as duas: seus associados cooperam entre si para construir uma instituição que precisa competir no mercado. Essa aparente contradição revela algo importante sobre uma economia livre. Liberdade econômica não significa agir sozinho, mas poder escolher como produzir, investir, empreender e com quem se associar. Nesse sentido, cooperar não é negar a competição. É escolher uma forma de participar dela. Ludwig von Mises, em seu livro “Ação Humana (1949)” enxergava a cooperação social e a divisão do trabalho como fundamentos da sociedade de mercado. As cooperativas de crédito mostram, na prática, como esses princípios podem se traduzir em um modelo de negócios. A adesão é voluntária, os associados são donos do negócio e as instituições disputam mercado com bancos tradicionais. Cooperação descreve como os associados escolhem se organizar; competição testa a eficiência dessa escolha. No Espírito Santo, a trajetória das cooperativas oferece evidências da capacidade desse modelo de competir. Segundo o Anuário do Cooperativismo Capixaba 2025, as cooperativas de crédito sediadas no estado encerraram 2024 com R$ 46,3 bilhões em ativos, crescimento de 40,9% em um ano. No agronegócio, na safra 2025/2026, somente o Sicoob liberou R$ 4,49 bilhões em crédito rural, equivalente a 34% dos recursos concedidos no estado. Mais importante que a escala é compreender como esse modelo gera valor. No mercado de crédito, a assimetria de informação dificulta a avaliação de risco. Pequenos empresários e produtores rurais nem sempre conseguem traduzir em balanços e garantias todo o potencial de suas atividades. Parte desse conhecimento está no histórico, na capacidade produtiva e na realidade local. A proximidade permite incorporar essas informações à análise de crédito. Com

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

Ler artigo completo no IBEF-ES →