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Economia e Finanças Institucional

Carta do Economista - Agosto de 2026

Inflação melhora, juros começam a cair, mas o risco fiscal limita o horizonte Agosto trouxe sinais aparentemente contraditórios para a economia brasileira. A inflação corrente perdeu força, o Banco Central reduziu a taxa Selic, o mercado de trabalho permaneceu aquecido e a arrecadação federal continuou crescendo. Ao mesmo tempo, a atividade econômica mostrou desaceleração, a criação de empregos formais perdeu intensidade e a dívida pública atingiu o maior patamar em cinco anos. No ambiente inter

Inflação melhora, juros começam a cair, mas o risco fiscal limita o horizonte Agosto trouxe sinais aparentemente contraditórios para a economia brasileira. A inflação corrente perdeu força, o Banco Central reduziu a taxa Selic, o mercado de trabalho permaneceu aquecido e a arrecadação federal continuou crescendo. Ao mesmo tempo, a atividade econômica mostrou desaceleração, a criação de empregos formais perdeu intensidade e a dívida pública atingiu o maior patamar em cinco anos. No ambiente internacional, a persistência dos conflitos no Oriente Médio, as restrições ao comércio e o endurecimento do discurso do Federal Reserve mantiveram elevada a incerteza sobre petróleo, inflação e juros. Para empresários e executivos financeiros, a leitura do mês exige cautela: algumas condições começaram a melhorar, mas ainda não há espaço para tratar a redução dos juros como uma mudança definitiva de ciclo. O principal acontecimento econômico de agosto foi a decisão do Comitê de Política Monetária de reduzir a Selic de 14,25% para 14% ao ano. O movimento confirmou o início gradual da flexibilização monetária, mas veio acompanhado de uma comunicação prudente. As expectativas de inflação para 2026 e 2027 permanecem acima do centro da meta, restringindo a velocidade dos próximos cortes. Os indicadores de preços ofereceram algum alívio. O IPCA de julho ficou em 0,07%, acumulando 4,44% em 12 meses. Mais significativa foi a deflação de 0,40% registrada pelo IPCA-15 de agosto, que reduziu o acumulado em 12 meses para 4,24%. Parte dessa queda, contudo, decorreu de fatores temporários, especialmente o bônus de Itaipu sobre as contas de energia elétrica. Também contribuíram as reduções nos preços dos alimentos, combustíveis e passagens aéreas. Isso significa que o processo de desinflação avançou, mas ainda não está consolidado. A inflação de serviços continua pressionada por um mercado de trabalho aquecido, enquanto o conflito no Oriente Médio mantém riscos sobre petróleo, combustíveis, fer

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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