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Empreendedorismo e Gestão Artigo

A maior pirâmide que você é obrigado a participar!

Imagine que, mês após mês, ao receber o salário após árduo trabalho, um indivíduo seja obrigado a abrir mão de parte dele para patrocinar um sistema de pirâmide sob a premissa de garantir certas regalias. Parece improvável. Contudo, é uma realidade mais próxima do que se imagina. Afinal, esse esquema é famoso e é executado pelo próprio Estado: a previdência social, programa que leva até 14% da renda dos brasileiros. A justificativa do governo é um resguardo ao colaborador de…

Imagine que, mês após mês, ao receber o salário após árduo trabalho, um indivíduo seja obrigado a abrir mão de parte dele para patrocinar um sistema de pirâmide sob a premissa de garantir certas regalias. Parece improvável. Contudo, é uma realidade mais próxima do que se imagina. Afinal, esse esquema é famoso e é executado pelo próprio Estado: a previdência social, programa que leva até 14% da renda dos brasileiros. A justificativa do governo é um resguardo ao colaborador de possíveis acidentes ou renda no encerramento do ciclo do trabalhador ativo. Mas a dúvida a ser discutida é: até que ponto ela faz sentido? Para começar, é interessante entender como a previdência pública no Brasil é insustentável: os trabalhadores em atividade têm parte da renda retida para custear os indivíduos inativos, incluindo pensões e aposentadorias. A geração atual custeia a aposentadoria dos pais e avós e será sustentada pelos filhos e netos. O primeiro grave problema está justamente nessa dinâmica: a população ativa tem cada vez menos filhos e a expectativa de vida aumenta. O resultado é previsível: a conta não fecha! E não fecha por motivos óbvios: o dinheiro retido não é reinvestido para o usufruto futuro do indivíduo. Pelo contrário: essas contribuições _como são chamadas, mesmo sendo compulsórias_ sustentam o pagamento que o governo redistribui hoje por meio da aposentadoria. É um esquema falho de pirâmide. Diferentemente da previdência privada, que é um investimento que vai render para usufruto futuro, na previdência pública, o indivíduo paga hoje para que outras pessoas recebam. Quando o INPS (Instituto Nacional da Previdência Social) foi criado, em 1964, existiam cerca de oito contribuintes para cada aposentado. Hoje, essa proporção é de cerca de dois para um. Com o envelhecimento da população no Brasil, a expectativa é de que até 2050 essa proporção mude de um para um. Para que os futuros aposentados continuem recebendo, o Estado precisará de mais dinheiro. Para sustentar essa

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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