Due Diligence e Background Check para negociações

Artigo publicado como integrante do CQC de ESG.

Alcançar uma gestão sustentável e eficiente é fundamental para o progresso de uma boa governança. No contexto do modelo ESG, destacam-se o Due Diligence e o Background Check como duas estratégias sistêmicas que orientam a administração por um caminho em que os riscos podem ser mitigados, focalizando as negociações em práticas éticas, responsáveis e sustentáveis.

O Due Diligence, traduzido como Diligência Prévia, consiste em um processo minucioso de investigação e análise que visa identificar riscos e oportunidades para garantir segurança e transparência em negociações, parcerias ou contratos. Esse processo envolve a coleta e avaliação detalhada de informações financeiras, legais, operacionais, ambientais e estratégicas da empresa ou parceiro envolvido.

As consequências negativas da ausência dessa estratégia podem ser ilustradas pela negociação entre o Clube de Regatas Vasco da Gama e a empresa 777 Partners, durante o processo de aquisição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Após dois anos de contrato, o clube carioca entrou na justiça para a suspensão do acordo, após jornais nacionais e internacionais divulgarem dívidas bilionárias da empresa fora do país e não pagamento de acordos com a equipe brasileira. A falta de uma diligência prévia aprofundada e rigorosa pode levar a situações críticas para o desenvolvimento das empresas e alcance dos objetivos e metas. Além disso, na sua dimensão ética e sustentável, o Due Diligence busca identificar alinhamentos de missão e valores, como investimentos em uma gestão responsável, sustentável e ambientalmente consciente.

Parte de um processo maior relacionado à Diligência Prévia, o Background Check, também conhecido como Checagem de Histórico, concentra-se especialmente na identificação de riscos imediatos ligados à integridade administrativa e à governança. Esse procedimento busca conciliar agilidade e confidencialidade e envolve a verificação detalhada de antecedentes criminais, situação de crédito, qualificações, reputação e conformidade básica das pessoas físicas ou jurídicas envolvidas. Ressalta-se que esse procedimento pode ser realizado internamente, pelas áreas de Recursos Humanos, Compliance e Jurídico, que acessam bancos de dados públicos e privados para checar informações sobre candidatos ou colaboradores, mas também externamente, na contratação de empresas e prestadores de serviços, ampliando a capacidade de identificar riscos legais, reputacionais e operacionais antes que os acordos comprometam a integridade da organização e as boas práticas de governança corporativa.

A aplicação dessas ferramentas visa fortalecer a governança corporativa da organização, seja ela pública ou privada. Apesar de demandar recursos humanos e financeiros, esse investimento é necessário para aqueles que buscam avançar de forma íntegra, minimizando grandes riscos durante as negociações. A proposta está alinhada às boas práticas e ao fortalecimento operacional e estratégico das organizações.

Autor

Aylton Trancoso Dadalto

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