Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. Desde as primeiras civilizações, construir sempre foi sinônimo de progresso. Pedras, barro, madeira — a história pode ser contada por meio de seus materiais. Mas se antes o foco era apenas edificar, hoje a preocupação vai além: é preciso construir com consciência. Em um planeta com recursos finitos, a sustentabilidade passou de tendência a exigência. Os métodos tradicionais de construção ainda dominam boa parte dos canteiros, mas deixam um rastro difícil de ignorar: grande volume de entulho, alto consumo de água e emissão de gases poluentes. Esse modelo convencional já não acompanha as necessidades de um mundo que exige mais equilíbrio entre desenvolvimento e preservação. Estima-se que a construção civil seja responsável por uma fatia expressiva da extração de matérias-primas e pela maior parte dos resíduos urbanos gerados nas cidades. Persistir em técnicas ultrapassadas, quando já existem soluções mais limpas e eficientes, é desperdiçar oportunidades e recursos, como insistir na vela quando há energia solar à disposição. A adoção de sistemas construtivos como drywall e EPS (poliestireno expandido) em edifícios residenciais verticais representam uma solução eficaz para reduzir impactos ambientais, agilizar e reduzir resíduos de descarte de obras e atendendo às demandas da sustentabilidade moderna. O drywall é um sistema construtivo a seco que utiliza chapas de gesso parafusadas em estruturas metálicas. Por dispensar o uso de argamassa, ele reduz consideravelmente o consumo de água durante a obra e ainda oferece praticidade na hora de realizar reparos ou adaptações, graças à facilidade de acesso às instalações internas segundo a Associação Brasileira do Drywall (2023), sua utilização pode diminuir em até 95% a geração de resíduos quando comparado à alvenaria tradicional, o que permite construções mais leves, contribuindo para menor carga estrutural e grande economia de materiais. O EPS, conhecido como isopor, vem sendo
Sustentabilidade na construção civil: evolução, materiais e impacto ambiental
Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. Desde as primeiras civilizações, construir sempre foi sinônimo de progresso. Pedras, barro, madeira — a história pode ser contada por meio de seus materiais. Mas se antes o foco era apenas edificar, hoje a preocupação vai além: é preciso construir com consciência. Em um planeta com recursos finitos, a sustentabilidade passou de tendência a exigência. Os métodos tradicionais de construção ainda dominam boa parte dos canteiros, mas deixam um rastro d
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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