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ESG e Sustentabilidade CQC

Saúde mental como critério de governança ESG

Artigo publicado como integrante do CQC de Empreendedorismo e Gestão. A agenda ESG (Environmental, Social and Governance) vem ganhando espaço nos conselhos de administração e entre fundos de investimento. No entanto, poucos líderes compreendem que a saúde mental dos colaboradores é um dos pilares mais mensuráveis da dimensão "S" (social) e se conecta diretamente à governança.Segundo o Fórum Econômico Mundial (2023), distúrbios mentais são a principal causa de incapacidade no mundo, com impacto a

Artigo publicado como integrante do CQC de Empreendedorismo e Gestão. A agenda ESG (Environmental, Social and Governance) vem ganhando espaço nos conselhos de administração e entre fundos de investimento. No entanto, poucos líderes compreendem que a saúde mental dos colaboradores é um dos pilares mais mensuráveis da dimensão "S" (social) e se conecta diretamente à governança.Segundo o Fórum Econômico Mundial (2023), distúrbios mentais são a principal causa de incapacidade no mundo, com impacto anual superior a US$ 1 trilhão em perda de produtividade. Empresas que negligenciam o bem-estar psicológico enfrentam mais rotatividade, aumento de licenças e pior desempenho financeiro.Por outro lado, companhias que adotam políticas robustas de saúde mental têm maior retorno em reputação ESG, atração de talentos e valuation. Isso porque investidores institucionais — como Black Rock, Vanguard e bancos de fomento — já utilizam indicadores de saúde e bem-estar como critérios ESG na análise de risco organizacional.Além disso, a ISO 45003:2021 estabelece diretrizes claras para gestão de saúde psicológica no ambiente de trabalho. Sua adoção pode integrar relatórios de sustentabilidade e fortalecer a governança. Monitorar burnout, oferecer suporte psicológico, capacitar líderes para escuta ativa e criar ambientes seguros emocionalmente são práticas ESG legítimas.Empresas como Unilever, Microsoft e Natura já inserem indicadores de saúde mental em seus relatórios anuais, mostrando que cuidar da mente é um diferencial competitivo.Na nova economia, saúde mental não é custo — é ativo estratégico. Integrá-la ao ESG é dar um passo à frente na governança do século XXI, protegendo tanto o ser humano quanto o valor da empresa no mercado.

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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