Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. O Brasil convive com um paradoxo cruel: enquanto faltam escolas, hospitais, unidades de saúde e obras de infraestrutura urbana, milhares de empreendimentos públicos estão paralisados. Em 2024, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 11.941 obras paradas, o que corresponde a 52% das contratações vigentes. No Espírito Santo, 248 obras estão atualmente sem continuidade, segundo dados oficiais — incluindo estruturas emblemáticas como a duplicação da BR-262, importantes avenidas em Linhares e São Mateus, e escolas em áreas urbanas e rurais. O abandono dessas obras representa um problema multidimensional: ambiental, social e econômico. Estruturas inacabadas geram degradação do solo, descarte irregular de resíduos, proliferação de vetores de doenças e deterioração do entorno. O que começou como um projeto de transformação, vira passivo ambiental. Além disso, o custo da retomada de uma obra paralisada é, em geral, muito mais alto que iniciar um novo projeto: há deterioração de materiais, perda de estruturas, necessidade de demolições e readequações técnicas, além de insegurança jurídica e ajustes contratuais complexos. Socialmente, o impacto é profundo. Cada creche que não é finalizada, cada hospital que não funciona e cada rua inacabada afeta diretamente o cotidiano da população. A frustração da comunidade é agravada por promessas não cumpridas e pela sensação de abandono do poder público. O investimento inicial se transforma em desperdício, e o bem-estar coletivo fica em segundo plano. A boa notícia é que a retomada pode ser também uma grande oportunidade. O Governo do Estado do Espírito Santo tem dado bons exemplos, com a reativação de diversas obras estratégicas. Rodovias como as de Muniz Freire e Castelo, a tão esperada conclusão do Cais das Artes, além de unidades escolares e centros de atendimento em diferentes municípios, mostram que é possível resgatar obras paradas e entregá-las com qualidade à população. Ess
Retomada de obras paralisadas: oportunidade para o ESG e o desenvolvimento local
Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. O Brasil convive com um paradoxo cruel: enquanto faltam escolas, hospitais, unidades de saúde e obras de infraestrutura urbana, milhares de empreendimentos públicos estão paralisados. Em 2024, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 11.941 obras paradas, o que corresponde a 52% das contratações vigentes. No Espírito Santo, 248 obras estão atualmente sem continuidade, segundo dados oficiais — incluindo estruturas emblemáticas como a duplicaç
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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