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Economia e Finanças Artigo

Resenha: Fatos e falácias da economia

Nascido em 1930, Thomas Sowell é um economista norte-americano frequentemente associado ao pensamento conservador e liberal clássico, do qual é um dos grandes exponentes ainda vivos. Em Fatos e falácias da economia, Sowell se propõe a evidenciar como algumas crenças econômicas amplamente difundidas entre a população e os agentes públicos são falsas. A motivação do autor é clara do início ao fim da obra: reafirmar a relevância da liberdade e da responsabilidade individuais e da economia de mercad

Nascido em 1930, Thomas Sowell é um economista norte-americano frequentemente associado ao pensamento conservador e liberal clássico, do qual é um dos grandes exponentes ainda vivos. Em Fatos e falácias da economia, Sowell se propõe a evidenciar como algumas crenças econômicas amplamente difundidas entre a população e os agentes públicos são falsas. A motivação do autor é clara do início ao fim da obra: reafirmar a relevância da liberdade e da responsabilidade individuais e da economia de mercado para a geração da prosperidade e fazer clara oposição às crescentes intervenções governamentais, que frequentemente geram resultados negativos ou até opostos às razões que levaram a suas implementações. Como ponto de partida, Sowell descreve as quatro espécies de falácias econômicas que, no entendimento dele, mais comumente norteiam o desenho de políticas públicas equivocadas: (i) a falácia da soma zero: ideia incorreta de que algo que tudo o que alguém ganha foi necessariamente perdido por outra pessoal; (ii) a falácia da composição: entendimento equivocado de que aquilo que é bom para um indivíduo também será bom para toda a sociedade; (iii) a falácia das peças de xadrez: falsa compreensão de que os efeitos de longo prazo de resultados imediatos no presente não devem ser computados na aferição dos benefícios; e (iv) a falácia do infindável: percepção errônea de que qualquer política compreendida como positiva pode ser continuamente ampliada sem restrições de custo ou efeitos colaterais. Ao longo de Fatos e falácias (capítulos segundo a sétimo), Sowell se dedica a expor e refutar esses pensamentos falaciosos em diferentes campos da economia. No segundo capítulo, Fatos e falácias urbanos, Sowell procura desconstruir diversas críticas ao chamado “crescimento urbano” que não se baseiam em evidências empíricas. Por exemplo, ele questiona as ideias de que (i) “’excesso de população’ é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a causa da concentração de pessoas que não

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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