Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. O mercado regulado de carbono brasileiro avança em sua implementação após a aprovação da lei que o institui em 2024. Denominado Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), ele deve iniciar sua fase operacional a partir de 2030. O aumento das concentrações de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, que impulsiona as mudanças climáticas, é um resultado direto do modelo de desenvolvimento econômico e industrial global. Dados do Climate Watch ilustram a magnitude do problema: entre 1850 (marco do fim da Revolução Industrial) e 2022, as emissões anuais saltaram de aproximadamente 204 milhões de toneladas de CO₂ equivalente (MtCO₂e) para 36,8 bilhões de toneladas (GtCO₂e), um aumento de 180 vezes. Embora seja um fenômeno global, o perfil de emissões não é homogêneo. Ele varia significativamente entre países, estados e cidades, refletindo suas distintas matrizes econômicas e energéticas. Globalmente, os setores de energia e indústria são os maiores emissores. No Japão, o desafio central está na dependência de carvão e petróleo para geração de energia, além do alto consumo para refrigeração de edificações. Nos Estados Unidos, o setor de transportes lidera as emissões, enquanto na China é o consumo de energia (principalmente carvão) para indústria e geração elétrica. No Brasil, contudo, o panorama é diferente. Historicamente, nossas maiores fontes de emissões são o desmatamento e a agropecuária, impulsionados pela mudança do uso da terra, especialmente para expansão de pastagens e cultivo de soja na Amazônia e no Cerrado. É neste contexto nacional que o SBCE será implementado. E no Espírito Santo, qual é o cenário? Dados do SEEG (2024) revelam um perfil distinto do nacional, em que Processos Industriais e Uso de Produtos representam 46% das emissões, enquanto Energia representa 30,1% e a Agropecuária representa 19,1%. Com uma economia fortemente industrializada, o perfil capixaba assemelha-
O que esperar do mercado regulado de carbono no Espírito Santo?
Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. O mercado regulado de carbono brasileiro avança em sua implementação após a aprovação da lei que o institui em 2024. Denominado Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), ele deve iniciar sua fase operacional a partir de 2030. O aumento das concentrações de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, que impulsiona as mudanças climáticas, é um resultado direto do modelo de desenvolvimento econômico e industrial gl
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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