A reforma tributária sobre o consumo começa a entrar em uma nova etapa. Depois de anos em que o debate esteve concentrado no Congresso, nas mudanças constitucionais e na regulamentação dos novos tributos, a discussão começa a chegar definitivamente às empresas. A questão deixa de ser apenas entender o que são IBS e CBS e passa a ser compreender como o novo sistema altera preços, contratos, fluxo de caixa, relacionamento com fornecedores e decisões de investimento. Esse movimento ficou mais evidente nas últimas semanas. Receita Federal, Conselho Federal de Contabilidade, Sebrae e Fenacon anunciaram uma ação conjunta para orientar empresários e profissionais responsáveis pela adaptação ao novo sistema. Paralelamente, a Receita disponibilizou cronogramas específicos para documentos fiscais eletrônicos e novas orientações operacionais relacionadas ao IBS e à CBS. A mudança é importante porque 2026 funciona como uma etapa de transição do novo modelo tributário, mas 2027 representa um avanço relevante na sua implementação. Pelo cronograma da reforma, PIS e Cofins são extintos em 2027, enquanto a CBS passa a integrar de forma mais efetiva o sistema tributário. A transição do ICMS e do ISS para o IBS ocorrerá posteriormente, de forma gradual, entre 2029 e 2032, até a implantação integral do novo modelo em 2033. Na prática, isso significa que 2027 começa antes de janeiro. Empresas que deixarem para adaptar seus processos somente quando os novos tributos estiverem plenamente presentes nas operações podem descobrir que algumas das decisões mais relevantes deveriam ter sido tomadas meses antes. A reforma chega à estratégia empresarial O primeiro impacto está na formação de preços. Em um sistema de imposto sobre valor agregado, a carga tributária efetiva de uma operação depende não apenas da alíquota nominal, mas também da possibilidade de apropriação de créditos ao longo da cadeia. Por isso, comparar fornecedores apenas pelo preço de compra pode deixar de ser suficiente. As con
Nota Executiva - Reforma tributária: da lei para a gestão das empresas
A reforma tributária sobre o consumo começa a entrar em uma nova etapa. Depois de anos em que o debate esteve concentrado no Congresso, nas mudanças constitucionais e na regulamentação dos novos tributos, a discussão começa a chegar definitivamente às empresas. A questão deixa de ser apenas entender o que são IBS e CBS e passa a ser compreender como o novo sistema altera preços, contratos, fluxo de caixa, relacionamento com fornecedores e decisões de investimento. Esse movimento ficou mais…
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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