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ESG e Sustentabilidade Institucional

Nota Executiva - Fertilizantes Verdes, Energia Limpa e a Janela Estratégica para o Espírito Santo

Contextualização A discussão sobre segurança energética, segurança alimentar e descarbonização industrial vem acelerando uma corrida global por novos modelos de produção de fertilizantes. A volatilidade dos preços internacionais do gás natural, os conflitos geopolíticos envolvendo grandes produtores de energia e a crescente pressão ambiental sobre cadeias produtivas intensivas em carbono vêm estimulando investimentos em alternativas menos dependentes de combustíveis fósseis. Nesse contexto, ganh

Contextualização A discussão sobre segurança energética, segurança alimentar e descarbonização industrial vem acelerando uma corrida global por novos modelos de produção de fertilizantes. A volatilidade dos preços internacionais do gás natural, os conflitos geopolíticos envolvendo grandes produtores de energia e a crescente pressão ambiental sobre cadeias produtivas intensivas em carbono vêm estimulando investimentos em alternativas menos dependentes de combustíveis fósseis. Nesse contexto, ganha destaque o avanço do projeto da empresa britânica Atome no Paraguai. A companhia vem estruturando uma planta voltada para produção de fertilizantes verdes utilizando energia hidrelétrica limpa e renovável proveniente de Itaipu. O projeto representa um exemplo concreto de como a abundância energética da região pode ser transformada em uma plataforma industrial associada à nova economia verde. O movimento possui relevância estratégica para toda a América do Sul. Historicamente, a produção de fertilizantes nitrogenados depende fortemente do gás natural, utilizado tanto como fonte energética quanto como matéria-prima química na fabricação da amônia. Isso torna o setor altamente vulnerável a oscilações internacionais de energia, choques geopolíticos e volatilidade cambial. O Brasil convive com essa fragilidade há décadas. Apesar de ser uma potência agrícola, o país ainda possui elevada dependência externa de fertilizantes, especialmente nitrogenados. Essa dependência amplia riscos logísticos, exposição cambial e vulnerabilidade em momentos de instabilidade internacional. A produção de fertilizantes verdes utilizando energia renovável altera estruturalmente essa lógica. A utilização de eletricidade limpa para produção de hidrogênio verde, por meio da eletrólise da água, permite substituir o gás natural na fabricação da amônia verde, reduzindo emissões de carbono e diminuindo a dependência de combustíveis fósseis. Fertilizantes Verdes e a Oportunidade Brasileira O Brasil possui va

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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