Artigo publicado como integrante do CQC de ESG ESG sintetiza conceitos e práticas ambientais, sociais e de governança. Sua consolidação nas empresas e instituições vem se tornando uma estratégia de diferenciação e perenidade no ambiente corporativo. Para além de atender a demandas éticas ou regulatórias, o ESG tem se mostrado uma oportunidade de criação de valor, impactando diretamente a percepção dos stakeholders e, consequentemente, o valor de mercado das empresas. O avanço normativo reflete essa tendência. No contexto europeu, a Diretiva CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive), aprovada em 2022, exige que mais de 50 mil empresas na União Europeia relatem, de forma padronizada, suas práticas de sustentabilidade a partir de 2024. Essa diretiva substitui a anterior NFRD (Non-Financial Reporting Directive), ampliando o escopo de obrigatoriedade e exigindo aderência aos European Sustainability Reporting Standards (ESRS). É importante destacar o incremento dessa abordagem, que não se limita ao reporte: ela impõe transparência, responsabilidade e comparabilidade, fortalecendo a confiança dos investidores e mitigando o greenwashing. O cenário brasileiro também aponta para uma adequação ao movimento normativo internacional. Prova disso é que a Resolução CVM nº 59/2021 foi substituída pela Resolução CVM nº 193/2023, a fim de regulamentar o reporte de informações de sustentabilidade com base nos padrões do ISSB (International Sustainability Standards Board). As companhias abertas deverão adotar, de forma voluntária a partir de 2026 (e obrigatória a partir de 2027), os relatórios em conformidade com os padrões IFRS S1 e IFRS S2, que tratam de tópicos materiais de sustentabilidade e riscos climáticos, respectivamente. Estudo publicado no Journal of Accounting and Economics demonstrou que empresas com boas práticas ESG em áreas materialmente relevantes para seus setores apresentam retornos superiores e menor volatilidade. Além disso, o relatório “2023 Global Invest
ESG como maximização do valor de mercado da empresa
Artigo publicado como integrante do CQC de ESG ESG sintetiza conceitos e práticas ambientais, sociais e de governança. Sua consolidação nas empresas e instituições vem se tornando uma estratégia de diferenciação e perenidade no ambiente corporativo. Para além de atender a demandas éticas ou regulatórias, o ESG tem se mostrado uma oportunidade de criação de valor, impactando diretamente a percepção dos stakeholders e, consequentemente, o valor de mercado das empresas. O avanço normativo reflete e
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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