Panorama Macroeconômico Setembro marcou a reintensificação das pressões inflacionárias no Brasil. O IPCA-15 avançou 0,48 % e levou a inflação acumulada em 12 meses para 5,32 %, sinalizando perda de fôlego do processo de desinflação que vinha ocorrendo ao longo do primeiro semestre. O reajuste da energia elétrica foi decisivo para esse resultado, refletindo tanto custos de geração quanto gargalos estruturais no sistema energético. O IGP-M também avançou 0,42%, pressionado por insumos industriais e matérias-primas. Nesse contexto, o Banco Central optou por manter a Selic em 15%. O tom da decisão reforçou que, embora a atividade econômica dê sinais de resiliência, a inflação segue em patamar elevado e disseminado, o que reduz espaço para cortes de juros no curto prazo. Esse ambiente prolonga o encarecimento do crédito, restringe investimentos privados e mantém o consumo em ritmo mais moderado. Ambiente Fiscal e Crédito Do lado fiscal, setembro trouxe algum alívio: o setor público consolidado registrou resultado primário melhor do que o projetado, o que ajudou a estabilizar a dívida bruta em 77,5% do PIB. Essa melhora reflete crescimento nominal da economia e receitas extraordinárias, mas não elimina a necessidade de reformas estruturais para reduzir pressões permanentes sobre as contas públicas. No crédito, os efeitos da política monetária restritiva ficaram claros. O saldo total cresceu 10,1% em agosto em relação ao ano anterior, ritmo menor que em trimestres anteriores. Essa desaceleração significa que empresas estão adiando investimentos e famílias ampliam cautela no consumo, reforçando a dependência de incentivos externos e de estabilidade macro para reaquecer a economia. Geoeconomia e Comércio Exterior No campo internacional, o tarifaço norte-americano, com sobretaxa de 50 % a quase 700 produtos brasileiros, consolidou-se como risco central. A estimativa é de perda de até 0,2 ponto percentual no PIB até 2026, com maior impacto em setores industriais e de transform
Carta do Economista - Setembro 2025
Panorama Macroeconômico Setembro marcou a reintensificação das pressões inflacionárias no Brasil. O IPCA-15 avançou 0,48 % e levou a inflação acumulada em 12 meses para 5,32 %, sinalizando perda de fôlego do processo de desinflação que vinha ocorrendo ao longo do primeiro semestre. O reajuste da energia elétrica foi decisivo para esse resultado, refletindo tanto custos de geração quanto gargalos estruturais no sistema energético. O IGP-M também avançou 0,42%, pressionado por insumos industriais
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
Ler artigo completo no IBEF-ES →