IntroduçãoO mês de novembro foi caracterizado por um ambiente econômico global de contrastes. O setor de serviços ganhou força em diversas regiões, especialmente na zona do euro, onde a atividade atingiu o maior ritmo de expansão em mais de dois anos. Nos Estados Unidos, o setor também mostrou resiliência, apesar da desaceleração nos novos pedidos. Em contraponto, a indústria global permaneceu fragilizada, com queda na produção manufatureira europeia e desaceleração na atividade brasileira. No Brasil, os destaques foram a revisão positiva das expectativas de inflação e do crescimento para 2025, enquanto a Selic se manteve em 15 por cento. Esse quadro reflete um país ainda lidando com desaceleração doméstica, mas protegido por uma pauta exportadora forte e o consumo das famílias ainda aquecido pela expansão do crédito direcionado. No cenário internacional, cresceu a discussão sobre o risco de uma bolha financeira no setor de inteligência artificial, o que adicionou volatilidade aos mercados. O Espírito Santo permaneceu alinhado a esse ambiente, com oportunidades na exportação, mas desafios internos ligados ao custo elevado do capital e à necessidade de modernização produtiva. Ambiente globalOs dados de novembro mostraram que o setor de serviços da zona do euro acelerou para o ritmo mais rápido desde maio de 2023. Já a indústria recuou, com o PMI manufatureiro em 49,6, indicando contração. Esse descompasso reforça um padrão observado em 2024 e 2025: economias avançadas sustentadas por serviços, enquanto a indústria segue pressionada por custos, juros altos e reconfiguração das cadeias globais. Nos Estados Unidos, o ISM de serviços ficou em 52,6. Embora positivo, os novos pedidos cresceram pouco, indicando cautela empresarial. Esse cenário mantém a probabilidade de juros americanos permanecerem elevados, influenciando mercados emergentes, câmbio e preços de ativos. Um conjunto crescente de análises aponta que o mercado global de inteligência artificial começa a exibir
Carta do Economista - Novembro 2025
IntroduçãoO mês de novembro foi caracterizado por um ambiente econômico global de contrastes. O setor de serviços ganhou força em diversas regiões, especialmente na zona do euro, onde a atividade atingiu o maior ritmo de expansão em mais de dois anos. Nos Estados Unidos, o setor também mostrou resiliência, apesar da desaceleração nos novos pedidos. Em contraponto, a indústria global permaneceu fragilizada, com queda na produção manufatureira europeia e desaceleração na atividade brasileira. No B
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
Ler artigo completo no IBEF-ES →