Contextualização O mês de janeiro de 2026 combinou três vetores que ajudam a explicar o ambiente econômico percebido por empresas e investidores: (i) a manutenção de uma política monetária restritiva no Brasil, em um contexto de inflação ainda exigente para a convergência; (ii) sinais mistos no curto prazo para atividade e mercado de trabalho, com dados que melhoram em um ponto do ciclo e esfriam em outro; e (iii) um conjunto de eventos relevantes no sistema financeiro, com liquidações extrajudiciais e início de pagamentos de garantias, que reacendem o debate sobre governança, diligência e confiança. No pano de fundo, o cenário internacional seguiu determinante para preços domésticos, via dólar global, juros longos, commodities e percepção de risco, com destaque para decisões de bancos centrais, divulgação de crescimento na China e sinalizações de autoridades e lideranças no encontro anual em Davos. Fatos econômicos relevantes de janeiro de 2026 Setor interno No eixo monetário e de preços, a principal decisão do mês foi a manutenção da taxa básica de juros em 15,00% ao ano pelo Copom, preservando uma postura restritiva e, por desenho, orientada a assegurar a convergência da inflação. Na mesma janela, o IPCA-15 de janeiro mostrou desaceleração na variação mensal, com o acumulado em 12 meses ao redor de 4,5%, evidenciando que houve alívio em alguns itens, mas com a inflação ainda em patamar que exige cautela na calibragem de juros. Em termos práticos, a combinação sugere um processo de desinflação ainda dependente de consistência: um mês mais benigno melhora o “curto prazo”, mas não elimina as preocupações com a persistência inflacionária, especialmente em componentes mais inerciais e sensíveis ao ciclo. Em atividade, o mês trouxe a leitura de melhora do indicador de atividade do Banco Central do Brasil para novembro de 2025 (prévia do PIB), sugerindo retomada na margem naquele recorte. Em paralelo, o fechamento do emprego formal de 2025 (Novo Caged) reforçou o saldo
Carta do Economista - Janeiro 2026
Contextualização O mês de janeiro de 2026 combinou três vetores que ajudam a explicar o ambiente econômico percebido por empresas e investidores: (i) a manutenção de uma política monetária restritiva no Brasil, em um contexto de inflação ainda exigente para a convergência; (ii) sinais mistos no curto prazo para atividade e mercado de trabalho, com dados que melhoram em um ponto do ciclo e esfriam em outro; e (iii) um conjunto de eventos relevantes no sistema financeiro, com liquidações extrajudi
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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