Em 19 de fevereiro de 2026, durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial realizada em Nova Delhi, na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu ao palco para defender, mais uma vez, a regulação das grandes empresas de tecnologia. Em seu discurso, afirmou que o modelo atual de negócios dessas empresas depende da exploração de dados pessoais, da renúncia do direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política. O discurso foi aplaudido, repercutiu na imprensa e ganhou ares de posição corajosa. Mas, como ensina Bastiat, é preciso olhar não só para o que se vê, mas também, e principalmente, para o que não se vê. O que se vê é um presidente preocupado com os excessos da tecnologia, falando diante de líderes mundiais sobre democracia e direitos humanos. Lula afirmou que, quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não se está falando de inovação, mas de dominação, e defendeu que a regulação das chamadas big techs está ligada à proteção dos direitos humanos na esfera digital. Parece uma causa nobre. O problema está no que fica fora do discurso. O que não se vê é o retrato do próprio país que esse presidente representa. Enquanto o Brasil sobe ao palco mundial para pedir mais controle, mais intervenção e mais regulação sobre o setor mais dinâmico da economia global, os dados sobre a situação interna falam por conta própria. O Índice de Liberdade Econômica de 2025, publicado pela Heritage Foundation, atribui ao Brasil a nota de 55,1, colocando o país na 117ª posição entre 184 nações avaliadas, classificado como economia majoritariamente não livre, com desempenho abaixo das médias mundial e regional. Para contextualizar esse número, o Brasil aparece nesse ranking atrás de países como Uzbequistão, Camboja e Ruanda. Não é um dado isolado. O relatório da Heritage Foundation aponta que a forte presença do Estado na economia brasileira continua sufocando o desenvolvimento de um setor p
Brasil ocupa 117º posição no ranking de liberdade econômica dos países: entenda as causas dessa posição.
Em 19 de fevereiro de 2026, durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial realizada em Nova Delhi, na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu ao palco para defender, mais uma vez, a regulação das grandes empresas de tecnologia. Em seu discurso, afirmou que o modelo atual de negócios dessas empresas depende da exploração de dados pessoais, da renúncia do direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política. O discurso…
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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