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Economia e Finanças CQC

A nova geografia do mercado financeiro brasileiro

Artigo publicado como integrante do CQC de Economia e Finanças. Durante muitos anos, a Avenida Paulista e a Faria Lima, em São Paulo, simbolizaram o coração do mercado financeiro brasileiro. A região sudeste detinha hegemonia que parecia inabalável no setor financeiro. Porém, dados recentes da Anbima mostram que as regiões norte e nordeste começaram a construir seus próprios polos de investimentos, numa crescente silenciosa e que pode redefinir a geografia econômica do mercado financeiro do país

Artigo publicado como integrante do CQC de Economia e Finanças. Durante muitos anos, a Avenida Paulista e a Faria Lima, em São Paulo, simbolizaram o coração do mercado financeiro brasileiro. A região sudeste detinha hegemonia que parecia inabalável no setor financeiro. Porém, dados recentes da Anbima mostram que as regiões norte e nordeste começaram a construir seus próprios polos de investimentos, numa crescente silenciosa e que pode redefinir a geografia econômica do mercado financeiro do país. Segundo levantamento da Anbima, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, o volume financeiro movimentado no Norte cresceu 8,5%. No Nordeste, o avanço foi de 7,9%. Em termos percentuais, o crescimento dos volumes supera o Sudeste, com 7,5% e do Centro-Oeste, de 6%. Embora o montante em termos monetários seja menor, os percentuais revelam uma tendência clara: o dinheiro e os investidores estão deixando de ser exclusividade dos grandes centros. O avanço é percebido na infraestrutura do mercado financeiro. Em 2019, o Nordeste possuía apenas oito gestoras de recursos, em 2025 são vinte. No Norte, não havia gestoras e em 2025 já existem duas. O número de assessores de investimentos mais que dobrou: no Nordeste, passou de 969 para quase 2 mil, e no Norte, de 144 para 370, em apenas cinco anos. Todo esse movimento é motivado por alguns fatores. A digitalização dos processos reduziu as barreiras e aproximou os investidores das plataformas, que antes eram restritas aos grandes centros do Sudeste. Além disso, o crescimento econômico regional, acima da média nacional especialmente em 2024, ampliou renda disponível para investimentos. Outro fator determinante foi o aumento de emissões de dívida corporativa local. No Nordeste, o volume saltou de R$ 8,2 bilhões em 2020 para R$ 49 bilhões em 2024, e, no Norte, de R$ 2,1 bilhões para R$ 15 bilhões no mesmo período. O efeito prático deste conjunto de fatores é a criação de um mercado de capitais mais próximo das empresas regionais. Projetos d

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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