BIBLIOTECA

Economia e Finanças Artigo

A advocacia preventiva como ativo estratégico

Muitos empresários ainda enxergam o advogado como um “bombeiro”, ou seja, alguém a ser chamado apenas quando o incêndio já começou. Porém, se assim de fato for, o advogado até pode “apagar o incêndio”, mas os “danos do fogo” já poderão ser irreversíveis em alguma medida. Dito isso, como se sabe, no mundo dos negócios, agir tarde significa gastar mais tempo, mais dinheiro e assumir riscos que poderiam ter sido evitados. A advocacia preventiva inverte essa lógica: identifica vulnerabilidades, fech

Muitos empresários ainda enxergam o advogado como um “bombeiro”, ou seja, alguém a ser chamado apenas quando o incêndio já começou. Porém, se assim de fato for, o advogado até pode “apagar o incêndio”, mas os “danos do fogo” já poderão ser irreversíveis em alguma medida. Dito isso, como se sabe, no mundo dos negócios, agir tarde significa gastar mais tempo, mais dinheiro e assumir riscos que poderiam ter sido evitados. A advocacia preventiva inverte essa lógica: identifica vulnerabilidades, fecha brechas contratuais e orienta decisões antes que se tornem problemas reais. Mais do que evitar litígios, trata-se de preservar valor econômico, proteger a reputação da empresa e garantir maior previsibilidade para o futuro. Esse entendimento encontra respaldo no trabalho de conclusão de curso de Amanda Santos Alexandre, apresentado na Faculdade Ari De Sá, em 2021.  A autora ressalta como a advocacia deve ser compreendida como promotora de soluções menos danosas e não apenas como instrumento de disputas judiciais. Destaca, ainda, que, embora na cultura brasileira prevaleça a busca por judicialização, os custos dessa prática são insustentáveis. E os números ajudam na compreensão. Segundo o estudo “Custo das Empresas Para Litigar Judicialmente” (Amaral Yazbeck Advogados, 2016), 81,5% das ações em tramitação na Justiça têm como parte empresas. Em média, as companhias brasileiras gastam R$ 157,38 bilhões anuais com processos, e cada litígio representa cerca de R$ 94 mil em despesas. Esses custos chegam a comprometer 2% do faturamento das empresas, chegando a 2,08% entre micro e pequenas. Essa realidade poderia ser drasticamente mitigada se houvesse uma cultura preventiva também no campo jurídico. Afinal, em saúde, a lógica de consultas periódicas e exames preventivos é natural; no mercado securitário, a contratação de seguros para automóveis, residências ou vida é prática corriqueira. Contudo, quando o assunto é jurídico, muitos só recorrem ao advogado quando “a bomba já estouro

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

Ler artigo completo no IBEF-ES →