Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia. O Espírito Santo — como tantos outros territórios emergentes de inovação — concentra esforços em criar startups, fomentar editais, abrir hubs. Mas ainda opera com uma lógica fragmentada quando se trata de formar quem vai sustentar esse ciclo: os investidores. E talvez a resposta não esteja apenas nos fundos, mas na comunidade. Isso é ainda mais crítico para o que já está em movimento: boa parte do portfólio de startups capixabas está no estágio inicial. São negócios que nasceram nos últimos anos, muitos a partir de iniciativas públicas e privadas. Mas se esse portfólio seguir crescendo sem uma rede estruturada de investidores early stage, existe o risco de ver bons negócios ficarem pelo caminho. O início da jornada de qualquer startup depende de capital, mas também de apoio estratégico, orientação e redes de confiança. É aí que entra o poder das comunidades e o papel fundamental do investidor-anjo. Investidores estratégicos não surgem de um edital. Eles nascem da convivência, da troca, do pertencimento. Uma comunidade de investimento bem construída não é só uma rede de capital, é também de visão compartilhada. A serendipidade — aqueles encontros improváveis que geram conexões decisivas e oportunidades inesperadas — ganha outra potência quando aliada à densidade humana: empreendedores que já passaram pela jornada, executivos que dominam setores, profissionais com liquidez e desejo de contribuir. Isso acontece justamente quando pessoas e organizações compartilham um propósito comum. Tudo isso em movimento. Tudo isso em rede. Universidades são berços de empreendedores. E podem ser também espaços de formação de novos investidores, pessoas com repertório técnico e visão de futuro. Hubs funcionam como pontos de originação e curadoria, tanto de negócios quanto de capital. E grandes empresas, ao se colocarem nesse circuito por meio de suas lideranças e executivos, podem transformar esse relacionamento em cana
Sem rede, sem voo: o ecossistema de inovação precisa de uma comunidade investidora
Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia. O Espírito Santo — como tantos outros territórios emergentes de inovação — concentra esforços em criar startups, fomentar editais, abrir hubs. Mas ainda opera com uma lógica fragmentada quando se trata de formar quem vai sustentar esse ciclo: os investidores. E talvez a resposta não esteja apenas nos fundos, mas na comunidade. Isso é ainda mais crítico para o que já está em movimento: boa parte do portfólio de startups…
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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