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Economia e Finanças CQC

Sem anjo, não tem começo: o vácuo de capital nas startups capixabas

Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia O Espírito Santo traçou metas ambiciosas para se tornar um Estado mais inovador, tecnológico e conectado com o futuro. E vem se movimentando, mas  o topo do funil — onde os negócios nascem, se organizam e começam a buscar capital, a engrenagem ainda não gira com a força que deveria. Falta densidade. Falta musculatura. Falta uma figura-chave que, em outros estados, já virou parte estrutural do ecossistema: o investidor anjo.…

Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia O Espírito Santo traçou metas ambiciosas para se tornar um Estado mais inovador, tecnológico e conectado com o futuro. E vem se movimentando, mas  o topo do funil — onde os negócios nascem, se organizam e começam a buscar capital, a engrenagem ainda não gira com a força que deveria. Falta densidade. Falta musculatura. Falta uma figura-chave que, em outros estados, já virou parte estrutural do ecossistema: o investidor anjo. Esse é o perfil que aposta nas fases mais iniciais. Que investe quando a startup ainda está construindo seu modelo, seu time, seu produto. Esse investidor ainda é raro por aqui. E, quando aparece, encontra um terreno pouco articulado. O Espírito Santo ainda não tem uma ambiência clara nem um movimento local que posicione esse capital como parte do ciclo. O resultado? Startups com potencial se perdem por ausência de apoio estratégico. E o próprio Estado, que tanto investe em programas, editais e fundos, vê seus recursos avançarem pouco sobre o estágio mais sensível do ciclo: o começo. É nesse cenário que o investidor anjo entra em cena. E ele não é só o primeiro Pix. É, muitas vezes, o primeiro sinal institucional que um negócio inovador recebe. Mas isso só funciona com visão, rede, conhecimento e vontade de construir algo ainda em formação. O Espírito Santo precisa provocar o surgimento desse perfil. Gente com bagagem, capital disponível e interesse estratégico no desenvolvimento do ecossistema. Gente que compreende que investir no early stage é entrar em um jogo que envolve múltiplos, sim — mas que também molda o que virá depois. Nos últimos anos muitas startups locais encerraram as atividades não por falta de tecnologia, mas por ausência daquele primeiro impulso estratégico que viabiliza a virada. A ausência desse capital inteligente no early stage abre um vácuo que nenhum fundo de venture capital — como o FUNSES 1, veículo do Fundo Soberano do Estado — está desenhado para preench

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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