Artigo publicado como integrante do CQC de Economia e Finanças. Muitas vezes, em se tratando de equilíbrio fiscal e contas públicas em dia, o assunto parece restrito ao setor público. No entanto, o excelente debate na edição deste ano do CEO Meeting do IBEF-ES revelou que a saúde das contas do Espírito Santo é, na verdade, uma das suas maiores ferramentas de produtividade. Existe uma lógica simples, mas cruel: um estado endividado e ineficiente drena o capital que deveria estar no setor privado gerando valor. O Espírito Santo é um dos poucos estados com Nota A no CAPAG (Capacidade de Pagamento) de forma consecutiva desde 2012 (segundo o Tesouro Nacional). Isso permite ao estado captar recursos externos (como os do BID ou Banco Mundial) com garantias da União e juros significativamente menores para obras de infraestrutura, algo que estados como Rio de Janeiro ou Minas Gerais não conseguem acessar com a mesma facilidade. Em 2025, de acordo com o Centro de Liderança Pública (CLP), o Espírito Santo ostentou a segunda colocação no ranking nacional dos estados com maior solvência fiscal. Enquanto muitos estados brasileiros lutam para pagar a folha salarial, o ES mantém um resultado fiscal sólido. Isso cria um ambiente de previsibilidade. Mas como isso vira produtividade na prática? A produtividade depende diretamente do investimento, e ninguém deseja investir em um lugar onde o risco de aumento de impostos ou colapso de serviços públicos é alto. Adicionalmente, a capacidade de investimento público em infraestrutura sem gerar déficit é um diferencial competitivo importante, pois revela uma perenidade desses investimentos. No entanto, o bom resultado financeiro também deixa um alerta: ter as contas em dia é o ponto de partida, não o de chegada. O desafio agora é usar essa folga fiscal para investir pesado em educação técnica e conectividade, que são os gargalos que ainda impedem o trabalhador capixaba de ser tão produtivo quanto um competidor global. Apesar de liderar o IDE
Responsabilidade fiscal
Artigo publicado como integrante do CQC de Economia e Finanças. Muitas vezes, em se tratando de equilíbrio fiscal e contas públicas em dia, o assunto parece restrito ao setor público. No entanto, o excelente debate na edição deste ano do CEO Meeting do IBEF-ES revelou que a saúde das contas do Espírito Santo é, na verdade, uma das suas maiores ferramentas de produtividade. Existe uma lógica simples, mas cruel: um estado endividado e ineficiente drena o capital que deveria estar…
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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