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Economia e Finanças CQC

Reforma tributária:  governança, liderança e compliance

Artigo publicado como integrante do CQC de GRC. Durante muitos anos, a discussão tributária permaneceu confinada em uma sala específica da empresa. Era comum que diretores, operações, comercial, compras e até tecnologia da informação enxergassem o tema como uma responsabilidade exclusiva do departamento fiscal. Afinal, bastava “apurar o imposto”, entregar obrigações acessórias e responder eventuais fiscalizações, enquanto o restante da companhia seguia operando como se estivesse distante daquela

Artigo publicado como integrante do CQC de GRC. Durante muitos anos, a discussão tributária permaneceu confinada em uma sala específica da empresa. Era comum que diretores, operações, comercial, compras e até tecnologia da informação enxergassem o tema como uma responsabilidade exclusiva do departamento fiscal. Afinal, bastava “apurar o imposto”, entregar obrigações acessórias e responder eventuais fiscalizações, enquanto o restante da companhia seguia operando como se estivesse distante daquela engrenagem. A reforma tributária mudou completamente essa lógica. O que antes era interpretado como um debate técnico passou a interferir diretamente em formação de preço, margem operacional, cadeia de suprimentos, contratos comerciais, sistemas internos, estrutura logística e, principalmente, na capacidade de se movimentar rapidamente sem perder competitividade. E é justamente aqui que muitas organizações podem estar cometendo um erro silencioso: o de acreditar que a reforma tributária será resolvida apenas com atualização de ERP, revisão de NCM ou parametrização fiscal. A transformação tributária em curso exige uma reconstrução cultural dentro das companhias. Ela atravessa setores, desafia lideranças e obriga empresas inteiras a abandonarem hábitos antigos operacionais que sobreviveram por décadas dentro de estruturas pouco integradas, e a empresa que continuar tratando a reforma tributária como um projeto isolado do departamento fiscal provavelmente descobrirá tarde demais que o impacto financeiro não nasce apenas do imposto recolhido, mas das decisões tomadas antes de a tributação acontecer. O cenário passa a ser estratégico, quando compras compreende a importância do crédito fiscal, comercial concede descontos que não impacte na margem, logística cria rotas com eficiência, tecnologia implementa atualizações, jurídico adequa contratos e a alta gestão acompanha todo o processo e oferece o apoio necessário. A reforma tributária além de impactar na necessidade de organizaçã

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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