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Empreendedorismo e Gestão CQC

Quem não tolera ambiguidade decide tarde demais

Artigo publicado como integrante do CQC de Empreendedorismo e Gestão. Em recente pesquisa da Semrush, empresa líder em SEO (motor de busca) e visibilidade digital, mapearam-se os 10 temas mais presentes na rotina da alta gestão nos grandes mercados  corporativos internacionais. A incerteza figura entre os mais destacados. Ronald Heifetz, da Harvard Kennedy School, estudando os problemas que se apresentam na vida corporativa cotidiana, os separa em dois tipos. O problema do tipo técnico tem respo

Artigo publicado como integrante do CQC de Empreendedorismo e Gestão. Em recente pesquisa da Semrush, empresa líder em SEO (motor de busca) e visibilidade digital, mapearam-se os 10 temas mais presentes na rotina da alta gestão nos grandes mercados  corporativos internacionais. A incerteza figura entre os mais destacados. Ronald Heifetz, da Harvard Kennedy School, estudando os problemas que se apresentam na vida corporativa cotidiana, os separa em dois tipos. O problema do tipo técnico tem resposta conhecida: aplica-se o método, resolve-se. Aqui existe certeza na relação causa e efeito. Já o adaptativo exige mudança de comportamento, de valores, às vezes de identidade. O erro que paralisa organizações, diante da incerteza, é tratar o segundo com as ferramentas do primeiro. Parece ação, mas é negação bem-vestida. O mundo de 2026 não é mais VUCA (Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade), conceito já insuficiente para o que se vive. Jamais Cascio, do Institute for the Future, propôs o BANI: Frágil, Ansioso, Não-linear, Incompreensível. A diferença não é semântica. VUCA pressupunha que a complexidade tinha resposta, só exigia mais esforço. BANI diz que certas variáveis não cabem nos modelos habituais. Geopolítica fragmentando cadeias de suprimento. IA eliminando funções antes do próximo ciclo orçamentário. Câmbio desfazendo em horas o que o planejamento construiu em meses. Esses fatores não agem em linha: agem em conjunto e com efeito multiplicador. Pesquisa do MIT Sloan com 1.200 executivos globais em 2025 mostrou que 71% afirmam que seus ciclos de planejamento ficam obsoletos antes de serem implementados. A Harvard Business Review é direta: líderes adaptativos não têm mais respostas que os outros. Têm mais tolerância à ambiguidade e velocidade para reposicionar sem desintegrar a equipe. No Espírito Santo, a exposição é dupla e concreta. De celulose a mármore do sul do estado, os exportadores operam sob oscilações cambiais que seriam consideradas fora do pa

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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