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Economia e Finanças Artigo

O papel dos treinos de força na agenda moderna do bem-estar corporativo

Um estudo recente publicado no British Journal of Sports Medicine analisou dados de mais de 147 mil pessoas ao longo de décadas e identificou correlações consistentes entre o treinamento de força e a redução do risco de mortalidade[1]. Durante muito tempo, as atenções priorizaram os benefícios do exercício aeróbico, enquanto o impacto dos exercícios que utilizam resistência (pesos, máquinas ou o próprio peso corporal) na redução do risco de mortalidade nunca esteve claro. Assim, a publicação con

Um estudo recente publicado no British Journal of Sports Medicine analisou dados de mais de 147 mil pessoas ao longo de décadas e identificou correlações consistentes entre o treinamento de força e a redução do risco de mortalidade[1]. Durante muito tempo, as atenções priorizaram os benefícios do exercício aeróbico, enquanto o impacto dos exercícios que utilizam resistência (pesos, máquinas ou o próprio peso corporal) na redução do risco de mortalidade nunca esteve claro. Assim, a publicação contribui para ampliar a compreensão sobre o tema. Se os efeitos positivos da prática de atividade física de maneira geral já não podiam ser ignorados, torna-se evidente que os treinos de força devem ocupar papel central dentro de uma estratégia corporativa de promoção da saúde e do desempenho profissional. O estudo acompanhou participantes por até trinta anos e avaliou a relação entre o treinamento de força e a mortalidade geral e específica. Os resultados apontaram que a prática semanal desse tipo de treino entre 90 e 120 minutos esteve associada a uma redução de 13% no risco de morte por todas as causas em comparação com a ausência desse treinamento. Também foram observadas reduções de 19% na mortalidade por doenças cardiovasculares e de 27% na mortalidade por doenças neurológicas. Outro achado importante foi a constatação de que a combinação entre treinos de força e atividade aeróbica ampliou os benefícios. Por outro lado, o estudo registrou que volumes superiores a duas horas semanais não trouxeram ganhos adicionais relevantes. Dessa forma, os dados indicam que existe um intervalo eficiente de prática que pode ser adaptado à rotina de todas as pessoas, com impacto mensurável na saúde e na longevidade. Esse conjunto de evidências tem implicações diretas para o ambiente corporativo. Frequentemente, a rotina de trabalho é apresentada como um obstáculo para a prática de exercícios. Todavia, esse argumento não se sustenta diante da comprovação de que menos de duas horas semanais

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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