Contexto atual O Brasil encerra 2026 com uma economia ainda resiliente, mas submetida a restrições relevantes. A atividade e o mercado de trabalho preservam dinamismo, enquanto a inflação, os juros e as expectativas fiscais seguem exigindo cautela. O IPCA acumulado em doze meses atingiu 4,58% em setembro, acima da meta central de 3,0%. A Selic está em 13,75% ao ano. Antes do segundo turno, o mercado projetava inflação de 5,19% em 2026 e de 4,34% em 2027, crescimento de 1,80% em 2026 e 1,31% em 2027, além de elevação da dívida líquida do setor público de 70,1% do PIB em 2026 para 74,0% em 2027. O primeiro pregão posterior à eleição mostrou forte reprecificação dos ativos brasileiros, com elevação do câmbio e dos juros futuros. Esse movimento não representa um julgamento definitivo sobre um governo que ainda não tomou posse. Representa, contudo, um sinal objetivo de que a economia exigirá comunicação clara, capacidade de execução e medidas verificáveis desde a transição. O ponto central é que o país não enfrenta uma crise inevitável, mas uma janela de incerteza que pode ser reduzida ou ampliada pelas escolhas iniciais do governo eleito. A confiança não decorre de discursos genéricos. Ela é construída quando famílias, empresas, investidores e gestores públicos conseguem formar expectativas razoáveis sobre inflação, tributação, gasto público, dívida, juros, regras regulatórias e ambiente de negócios. Confiança como variável econômica Confiança não significa atender a interesses específicos nem adotar uma agenda ideológica. Trata-se de reduzir a percepção de risco e tornar mais previsíveis as decisões econômicas. Quando a confiança se deteriora, os agentes passam a exigir juros maiores para financiar o setor público e o setor privado. Empresas adiam investimentos, famílias reduzem compras financiadas, o câmbio se torna mais volátil e a política monetária tende a permanecer restritiva por mais tempo. O resultado é um crescimento menor, com maior custo de financiamento e m
Nota Executiva - Confiança econômica e prioridade dos fundamentos na transição federal e estadual.
Contexto atual O Brasil encerra 2026 com uma economia ainda resiliente, mas submetida a restrições relevantes. A atividade e o mercado de trabalho preservam dinamismo, enquanto a inflação, os juros e as expectativas fiscais seguem exigindo cautela. O IPCA acumulado em doze meses atingiu 4,58% em setembro, acima da meta central de 3,0%. A Selic está em 13,75% ao ano. Antes do segundo turno, o mercado projetava inflação de 5,19% em 2026 e de 4,34% em 2027, crescimento de 1,80%…
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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