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Espírito Santo Institucional

Minerais críticos: uma nova agenda de desenvolvimento para o Espírito Santo

A aprovação, pelo Senado Federal, da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) abre uma nova frente para a política industrial brasileira. O Projeto de Lei nº 2.780/2024, aprovado em 2 de setembro de 2026 e encaminhado à sanção presidencial, procura transformar o potencial mineral brasileiro em investimentos, inovação, segurança econômica e maior participação nas cadeias globais de valor. Minerais críticos são aqueles sujeitos a riscos de abastecimento e cuja escassez pode co

A aprovação, pelo Senado Federal, da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) abre uma nova frente para a política industrial brasileira. O Projeto de Lei nº 2.780/2024, aprovado em 2 de setembro de 2026 e encaminhado à sanção presidencial, procura transformar o potencial mineral brasileiro em investimentos, inovação, segurança econômica e maior participação nas cadeias globais de valor. Minerais críticos são aqueles sujeitos a riscos de abastecimento e cuja escassez pode comprometer setores prioritários, como energia, defesa, agricultura e tecnologia. Os estratégicos, por sua vez, apresentam relevância econômica, tecnológica ou comercial para o país. Entre eles estão lítio, grafita, cobre, níquel, manganês, titânio, terras raras e outros insumos empregados em baterias, motores elétricos, turbinas eólicas, redes de transmissão, semicondutores, equipamentos médicos e sistemas de defesa. A agenda ganhou importância porque a transição energética e a digitalização estão mudando o centro de gravidade da economia mineral. Segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda mundial por lítio poderá multiplicar-se por cinco até 2040, enquanto a procura por grafita e níquel tende a dobrar. O desafio não está apenas na disponibilidade geológica. O processamento e o refino permanecem altamente concentrados: em 2025, o principal país refinador respondeu, em média, por 72% da oferta dos minerais energéticos analisados, excluídas as terras raras. Nesse cenário, minerais críticos deixaram de ser apenas commodities e passaram a integrar as estratégias de segurança econômica das principais potências. Países procuram diversificar fornecedores, financiar projetos, formar estoques e internalizar etapas industriais. O Brasil reúne condições para ocupar uma posição relevante, mas precisa evitar a repetição de um modelo limitado à extração e à exportação de minério com baixo grau de transformação. O que muda com a política nacional A PNMCE busca organizar essa estra

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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