Em um país onde o café é praticamente um direito fundamental não-escrito e negar uma xícara pode ser visto como falta de educação, não é exagero dizer que esse grão aromático move o Brasil. Seja na exportação que sustenta a balança comercial, seja na pausa estratégica de quem precisa acordar para enfrentar mais um dia difícil, o café é onipresente. E, quando o assunto é protagonismo regional, o Espírito Santo tem muito a ensinar ao país. A relação entre o café e o Espírito Santo é profunda e histórica. Desde o século XIX, o grão tem sido símbolo da força produtiva do estado, sendo o primeiro cultivo rural de larga escala. Impulsionada pelo trabalho de imigrantes, a cafeicultura capixaba ultrapassou fronteiras e ganhou o mundo. Atualmente, segundo dados da Secretaria de Agricultura do Estado, o Espírito Santo ocupa a liderança nacional na produção de café conilon e figura como o segundo maior produtor do país. Presente em praticamente todos os municípios, a atividade responde por impressionantes 43% do PIB agrícola capixaba, consolidando-se como um verdadeiro pilar da nossa economia. Em 2024, o estado bateu recordes no comércio exterior. Com um total movimentado de US$ 24,6 bilhões, destaque absoluto vai para as exportações de café, que atingiram US$ 2 bilhões, crescendo 119% em relação a 2023. O café capixaba, antes tímido frente ao minério de ferro e ao aço, agora disputa primazia com os grandes nomes da pauta de exportação. Algo que, até recentemente, soaria como exagero, mas hoje é realidade. A explicação não está apenas na eficiência regional. A conjuntura global também favoreceu. Quebras de safra na Ásia pressionaram a oferta, enquanto a demanda mundial seguiu aquecida. Dados recentes da Volcafe indicam que, pelo quinto ano consecutivo, o consumo mundial de café deverá ultrapassar a produção. Resultado: o preço da saca de conilon disparou de R$ 800 para até R$ 2.000 em pouco mais de um ano. Se para o brasileiro comum a alta no preço do café representa um amarg
Mercados Regionais e o Protagonismo do Café Capixaba
Em um país onde o café é praticamente um direito fundamental não-escrito e negar uma xícara pode ser visto como falta de educação, não é exagero dizer que esse grão aromático move o Brasil. Seja na exportação que sustenta a balança comercial, seja na pausa estratégica de quem precisa acordar para enfrentar mais um dia difícil, o café é onipresente. E, quando o assunto é protagonismo regional, o Espírito Santo tem muito a ensinar ao país. A relação entre o…
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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