Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia. “Nenhuma economia se torna rica por acaso. Ela se torna produtiva.” A frase, que encerrou o 6º CEO Meeting do IBEF-ES, sintetiza a importância e a urgência do debate sobre produtividade. Este mesmo tema é o foco da Carta Empresarial à Sociedade consolidada pelo IBEF-ES após o evento. O debate ganha relevância diante dos desafios estruturais que o Espírito Santo enfrentará nos próximos anos. Como destacou Felipe Storch, economista-chefe do IBEF-ES, a produtividade não é um desafio meramente tecnológico, mas sim institucional, educacional e econômico. Dos quatro pilares fundamentais apontados por ele — capital humano, absorção tecnológica, ambiente econômico e instituições —, o fator humano surge hoje como o ponto mais crítico para o estado Atualmente, o Espírito Santo vive um cenário de pleno emprego, com a taxa de desocupação em sua mínima histórica de 2,6%, segundo o IBGE. No entanto, esse número esconde um agravante: enquanto empresários sofrem para preencher vagas, profissionais desempregados enfrentam dificuldades de realocação por falta de qualificação técnica. Somente o setor industrial capixaba demandará o treinamento de 279 mil profissionais até 2027, de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial da CNI. No mais recente Ranking de Competitividade dos Estados (CLP), o Espírito Santo caiu da 6ª para a 7ª posição. O pilar de capital humano explica parte dessa queda. Nele, ocupa o 10º lugar nacional, enquanto a capital, Vitória, lidera o ranking entre as cidades brasileiras. Isso evidencia uma forte desigualdade interna e reforça a carência de qualificação fora da região metropolitana. Trata-se de um problema de dimensão nacional, não por falta de recursos, mas pela eficiência do gasto. O Brasil investe cerca de 5,4% do PIB em educação, patamar semelhante ao de potências como França e Estados Unidos, e superior ao do Canadá (4,5%). Apesar disso, os resultados no PISA (exame internacional que mede a
Investir em gente para destravar a produtividade capixaba
Artigo publicado como integrante do CQC de Inovação e Tecnologia. “Nenhuma economia se torna rica por acaso. Ela se torna produtiva.” A frase, que encerrou o 6º CEO Meeting do IBEF-ES, sintetiza a importância e a urgência do debate sobre produtividade. Este mesmo tema é o foco da Carta Empresarial à Sociedade consolidada pelo IBEF-ES após o evento. O debate ganha relevância diante dos desafios estruturais que o Espírito Santo enfrentará nos próximos anos. Como destacou Felipe Storch, economista-
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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