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Economia e Finanças CQC

Investimento social corporativo: uma agenda de produtividade ainda pouco explorada

Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. As empresas não são responsáveis por resolver o problema estrutural da educação brasileira. Mas são diretamente impactadas pela escassez de talentos e podem atuar de forma intencional para reduzir esse gargalo. É comum discutir-se produtividade a partir de temas como carga tributária, juros, infraestrutura e ambiente regulatório. Todos são relevantes. Mas há um fator que continua subestimado nas estratégias de aumento da produtividade: a formação d

Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. As empresas não são responsáveis por resolver o problema estrutural da educação brasileira. Mas são diretamente impactadas pela escassez de talentos e podem atuar de forma intencional para reduzir esse gargalo. É comum discutir-se produtividade a partir de temas como carga tributária, juros, infraestrutura e ambiente regulatório. Todos são relevantes. Mas há um fator que continua subestimado nas estratégias de aumento da produtividade: a formação de pessoas. A escassez de mão de obra qualificada já deixou de ser um desafio restrito a setores específicos. Ela afeta empresas de diferentes portes e segmentos, amplia custos de recrutamento, aumenta o turnover e limita ganhos de produtividade. O desafio é que, embora o problema seja compartilhado, as soluções continuam sendo em sua maior parte isoladas. Existe uma variável nessa equação que precisa ser considerada. Empresas que investem na formação de talentos frequentemente compartilham os resultados desse esforço com todo o mercado. Profissionais qualificados circulam entre organizações, setores e regiões. Os benefícios se espalham. Os custos da formação, não. Cria-se, assim, uma dinâmica pouco eficiente: algumas empresas investem na qualificação de pessoas enquanto outras apenas absorvem os resultados desse esforço. Quando os benefícios são compartilhados, mas os custos permanecem concentrados, os incentivos ao investimento tendem a diminuir. Essa já é uma agenda presente em economias que se destacam pela competitividade. Na Alemanha, mais de 1 milhão de jovens participa do sistema dual de formação profissional, baseado na cooperação entre empresas e instituições de ensino. Em Singapura, iniciativas como o SkillsFuture articulam governo, empregadores e trabalhadores em torno de uma estratégia permanente de desenvolvimento de competências. Em ambos os casos, a formação de talentos é tratada como um ativo estratégico para a competitividade do país, e não como responsabilid

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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