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GRC e Governança Artigo

Eletrobras e o Desafio de uma Nova Governança Corporativa

Desde junho de 2022, quando a Eletrobras deixou de ser controlada diretamente pela União, a companhia vive um momento decisivo para seu futuro. Ao limitar em 10% o poder de voto de cada acionista, abriu-se espaço para a entrada de fundos de pensão, investidores estrangeiros e gestores independentes. Essa pulverização de ações promete mais eficiência, mas também pode tornar as decisões mais lentas. A injeção de recursos anunciada pelo então CEO Wilson Ferreira Jr., que chegou a prever até R$15…

Desde junho de 2022, quando a Eletrobras deixou de ser controlada diretamente pela União, a companhia vive um momento decisivo para seu futuro. Ao limitar em 10% o poder de voto de cada acionista, abriu-se espaço para a entrada de fundos de pensão, investidores estrangeiros e gestores independentes. Essa pulverização de ações promete mais eficiência, mas também pode tornar as decisões mais lentas. A injeção de recursos anunciada pelo então CEO Wilson Ferreira Jr., que chegou a prever até R$15 bilhões por ano em investimentos, trouxe grande expectativa. Se esse montante for aplicado em usinas solares no Nordeste, reforço de linhas de transmissão na Amazônia e estudos de hidrogênio verde no Sudeste, o setor elétrico brasileiro dará um salto importante. Mas esse salto depende de processos claros de aprovação, para que vetos políticos ou disputas internas não atrasem os projetos. A nova composição do conselho de administração agrada a quem defende maior participação dos pequenos investidores. Hoje, são dez assentos escolhidos em assembleia, mais um representante exclusivo dos detentores de ações preferenciais. Em março de 2025, a Eletrobras e a União acertaram que o governo indicaria três desses conselheiros e manteria uma ação especial (a chamada “golden share”), que permite vetar decisões sobre fusões, mudança de estatuto ou nomeação de diretores. Esse arranjo, sob a desculpa de proteger interesses nacionais, pode gerar apreensão entre quem teme interferência política e uma ingerência do Estado sobre o ambiente de negócios. A disputa judicial que precedeu esse acordo suscitou dúvidas, especialmente sobre pendências financeiras envolvendo a usina de Angra. Ainda assim, o fim do litígio trouxe maior previsibilidade ao mercado, desde que todos cumpram rigorosamente o que foi firmado. No campo da Governança Corporativa, a empresa reforçou o Código de Conduta e lançou um canal de denúncias independente. Agora, treinamentos obrigatórios discutem casos práticos de conflito d

Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.

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