Artigo publicado como integrante do CQC de Economia e Finanças. Com a taxa Selic fixada em 15% ao ano — o nível mais alto desde 2006 - o Brasil atravessa um período de forte aperto monetário. Entre as 40 maiores economias do mundo, apenas países com inflação severa, como a Turquia, apresentam juros reais mais altos. Essa taxa impacta diretamente o cotidiano dos brasileiros, inclusive no Espírito Santo, afetando desde o consumo das famílias até os investimentos dos empresários locais. Para as famílias capixabas, o principal efeito da alta dos juros é o encarecimento do crédito. Em um estado onde boa parte das compras de bens duráveis, como motocicletas, eletroeletrônicos e móveis, é feita por meio de financiamento, os 15% da Selic representam um verdadeiro freio no consumo. Muitos consumidores têm adiado sonhos de aquisição, optando por produtos usados ou compras à vista para escapar das altas taxas de juros, que,em alguns casos, ultrapassam os 3% ao mês. Como reflexo, o comércio local sente uma queda nas vendas, especialmente nas modalidades a prazo.Do lado empresarial, o cenário também é desafiador. Empresários capixabas, principalmente do setor imobiliário e industrial, dependem de crédito para expandir operações ou lançar novos projetos. Com os custos de financiamento mais elevados, muitos optam por adiar ou cancelar investimentos. Construtoras, por exemplo, estão priorizando a venda de imóveis já construídos, postergando lançamentos. Isso afeta não apenas o ritmo do setor, mas também a geração de empregos diretos e indiretos. A indústria de bens duráveis também sofre com a menor demanda. Empresas ligadas à produção de móveis, materiais de construção e eletrodomésticos têm reduzido o ritmo, o que pode levar a ajustes na produção e demissões. Esse cenário gera um efeito dominó: com menos consumo e menos investimentos, há menos geração de renda e oportunidades de trabalho. No Espírito Santo, ainda que alguns setores mantenham aquecimento, o ritmo de contratações já
Como é viver com a Selic a 15% no Espírito Santo?
Artigo publicado como integrante do CQC de Economia e Finanças. Com a taxa Selic fixada em 15% ao ano — o nível mais alto desde 2006 - o Brasil atravessa um período de forte aperto monetário. Entre as 40 maiores economias do mundo, apenas países com inflação severa, como a Turquia, apresentam juros reais mais altos. Essa taxa impacta diretamente o cotidiano dos brasileiros, inclusive no Espírito Santo, afetando desde o consumo das famílias até os investimentos dos empresários locais.…
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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