Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. Quando pensamos em Conselho de Administração, a imagem que normalmente nos vem à mente é a de executivos experientes, investidores estratégicos e conselheiros independentes, debatendo estratégias de longo prazo e resultados financeiros. Mas há uma cadeira, ainda pouco ocupada e muitas vezes subestimada, que tem potencial para transformar a governança de uma empresa: a do representante dos empregados.No Brasil, a previsão legal desse tipo de participação está na Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016), que tornou obrigatória a eleição de um representante dos trabalhadores no Conselho de Administração de empresas públicas e sociedades de economia mista, com exceção das instituições financeiras. Essa exigência segue uma tendência internacional: países como Alemanha e França já têm modelos consolidados de codeterminação, nos quais empregados têm presença ativa nas instâncias de decisão estratégica.Mas o que significa, na prática, ter um empregado no Conselho? Mais do que uma formalidade, essa representação traz uma perspectiva fundamental: a da operação, da rotina, da execução. Um olhar que conecta o alto comando à realidade do chão de fábrica, dos escritórios e das frentes de serviço.O papel desse conselheiro é duplo e delicado. Ele deve, ao mesmo tempo, representar os interesses coletivos dos empregados e agir com responsabilidade fiduciária, zelando pelo melhor interesse da companhia como um todo. Trata-se de um cargo de governança, que exige preparo, formação adequada e, principalmente, visão estratégica. Não basta ter carisma ou liderança sindical: é preciso entender de finanças, riscos, compliance, sustentabilidade e os princípios que regem a administração pública ou a boa gestão empresarial.Exemplo real desse desafio pode ser visto em empresas como a Petrobras. Lá, o representante dos empregados, eleito por votação direta entre os funcionários, tem participação ativa nas discussões do Conselho, tratando de temas que v
A voz do empregado no Conselho de Administração: representação que transforma a governança
Artigo publicado como integrante do CQC de ESG. Quando pensamos em Conselho de Administração, a imagem que normalmente nos vem à mente é a de executivos experientes, investidores estratégicos e conselheiros independentes, debatendo estratégias de longo prazo e resultados financeiros. Mas há uma cadeira, ainda pouco ocupada e muitas vezes subestimada, que tem potencial para transformar a governança de uma empresa: a do representante dos empregados.No Brasil, a previsão legal desse tipo de partici
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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