Artigo publicado como integrante do CQC de Empreendedorismo e Gestão. O Espírito Santo cresce. Os grandes portos avançam, o petróleo amplia a produção, o agro consolida sua posição e a malha logística ganha densidade. Ritmo acima da média nacional. Mas há uma fissura nessa trajetória: faltam as pessoas certas para sustentar a produtividade que esse crescimento exige. O relatório Fault Lines, da Lightcast (2026), é direto: o mundo não está ficando sem trabalhadores. Está ficando sem trabalhadores qualificados, disponíveis nos lugares certos, no momento certo. O ES já vive esse fenômeno. O modelo econômico capixaba, intensivo em agricultura, indústria, logística, energia e exportação, depende de competências cada vez mais específicas. O mercado de trabalho não acompanha. O problema não é escassez: é desalinhamento. Um dado expõe a dimensão: 66% das vagas globais exigem ensino superior, mas apenas 31% da força de trabalho possui esse nível de formação. No ES, a distorção se replica. Vagas abertas, profissionais disponíveis que não passam pelos filtros. Produtividade estagnada. Esse ponto foi central no CEO Meeting 2026, do IBEF-ES: sem produtividade, não existe riqueza. Produtividade não é atributo isolado de uma empresa. É produto de um sistema. E esse sistema está tensionado. Outro dado questiona o modelo pelo lado oposto: apenas 6% dos profissionais que atuam com inteligência artificial têm formação específica na área. Os outros 94% chegaram por caminhos diversos. Os dois números apontam para a mesma contradição: o mercado já opera por competências, enquanto boa parte das organizações ainda seleciona por credenciais. É o mesmo desalinhamento, visto de ângulos diferentes. Há ainda o fator de retenção. O estado forma engenheiros, técnicos e especialistas, mas perde parte deles para mercados mais dinâmicos ou mais bem remunerados. O Fault Lines classifica economias como a brasileira como "escala industrial com vulnerabilidade de retenção": forma, mas não retem. O impac
A armadilha silenciosa para o crescimento capixaba
Artigo publicado como integrante do CQC de Empreendedorismo e Gestão. O Espírito Santo cresce. Os grandes portos avançam, o petróleo amplia a produção, o agro consolida sua posição e a malha logística ganha densidade. Ritmo acima da média nacional. Mas há uma fissura nessa trajetória: faltam as pessoas certas para sustentar a produtividade que esse crescimento exige. O relatório Fault Lines, da Lightcast (2026), é direto: o mundo não está ficando sem trabalhadores. Está ficando sem trabalhadores
Este é um resumo do artigo original publicado no site do IBEF-ES.
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