Por: Paulo Wanick – CFO & Head de Riscos e Compliance da Arcelormittal Brasil, Mestre em Administração de Negócios nos EUA e Coordenador de MBA na FUCAPE.

Práticas e culturas organizacionais vêm sendo atualmente questionadas e devidamente desafiadas pelas sociedades mais desenvolvidas e responsáveis.  Estratégia e Sustentabilidade, conceitos extremamente fundamentais para a condução dos negócios, não mais são possíveis se tiverem seus interesses e focos de ação de maneira isolada, mas pelo contrário, de maneira integrada, podem propiciar um conjunto de ações realmente transformadoras para aqueles que querem manter suas organizações voltadas para a perenidade e se tornarem verdadeiros líderes empresariais.

Cada dia mais, a gestão sustentável de negócios deve se ater a um conjunto de valores ou perspectivas que precisam ser predominantes no cotidiano empresarial. O tripé da sustentabilidade (econômico, social e ambiental), ainda mais propagado a partir da Rio 92, passou a ser desdobrado em complementares perspectivas com ainda maior foco naquilo que foi compreendido como forças transformadoras da sociedade. Não somente trabalhar tais perspectivas, mas compreender como as sociedades foram e estão sendo formadas,  na perspectiva cultural; e como os agentes destas sociedades se relacionam entre o público e o privado, através da perspectiva política ou institucional. Finalmente, nada disso ser torna de fato estratégico e sustentável se o fim não encontrar os valores fundamentais da satisfação dos indivíduos, sejam eles acionistas, dirigentes, empregados, fornecedores, clientes e sociedade em geral. A perspectiva espiritual foca nestes valores mais profundos das pessoas.

Assim, a gestão organizacional deve atuar em prol da harmonização das relações das organizações e a sociedade, para evoluir na busca pelo sentido de sua missão no tecido social. A execução e harmonização destas seis perspectivas abrangem o nosso compromisso, como seres humanos, pela busca de um mundo melhor e na visão de que a satisfação pessoal é a mola mestra de todo o processo de crescimento organizacional. Aos gestores, cabe a conscientização sobre a importância de se desenvolverem nessas áreas e, principalmente, utilizá-las estrategicamente em sua gestão. A busca pelo conhecimento deve ser constante e, principalmente, expandida em momentos de crise econômica, como o atual. É por meio do desenvolvimento intelectual que iremos alcançar novos níveis de gestão, em prol do bem comum.